+55 (64) 3661-8026 | Instituto Onça-Pintada (IOP) jaguar@jaguar.org.br

Onde Trabalhamos

Caatinga

O bioma semi-árido da Caatinga, localizado no nordeste do Brasil, se caracteriza por uma vegetação adaptada ao clima seco e regimes irregulares de chuvas, com uma cálida e marcante estação seca. Com os seus 800.000 km2 de extensão, e cobrindo aproximadamente 10% do território nacional, a Caatinga é o terceiro maior bioma brasileiro e o único endêmico do país. Isto quer dizer que o seu patrimônio biológico não é encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Os 36 parques e outras áreas protegidas da Caatinga correspondem a 7,1% da sua área total, mas somente 1,21% correspondem a áreas de proteção integral (MMA, 2005).

Os fatores climáticos, unidos a uma baixa produtividade do solo, restringem atividades pecuárias ou agrícolas extensivas, sendo a agricultura de subsistência em pequena escala a mais freqüente. Com alto índice de pobreza e com o habitat nativo extremamente fragmentado (Castelletti et al., 2004), a caça de subsistência da fauna selvagem exercida pelos moradores locais parece ser a maior ameaça a muitas espécies presas e aos predadores que habitam este bioma.

Atualmente as atividades do Instituto Onça-Pintada na Caatinga são desenvolvidas em duas Unidades de Conservação:

O Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado no estado do Piauí, com 130.000 hectares é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. O parque é mais conhecido pelos seus vestígios arqueológicos do que pela sua fauna. Abriga uma das mais importantes populações de onças-pintadas identificadas na região, mas ao mesmo tempo encontra-se rodeado de várias comunidades onde a pobreza e a caça ilegal para subsistência são comuns.

O Parque Nacional Serra das Confusões está localizado no estado do Piauí numa região de ecótono entre os biomas da Caatinga e do Cerrado. Com os seus 526.000 hectares é uma das maiores áreas protegidas da Caatinga. Separado aproximadamente por 40 km do Parque Nacional Serra da Capivara, encontra-se em uma situação semelhante onde seu entorno é caracterizado por comunidades humanas pobres que vivem de atividades agropecuárias de subsistência.

Referências:
Castelletti C. H. M., Silva J. M. C., Tabarelli M. e Santos A. M. M. 2004. Quanto ainda resta da Caatinga? Uma estimativa preliminar. In Biodiversidade da Caatinga: áreas e ações prioritárias para a conservação. Silva J. M. C., Tabarelli M., Fonseca M. e Lins L. (Editores). Ministério do Meio Ambiente, Brasília, pp 91–100.

Você também pode contribuir!

Seja VoluntárioDoe Aqui