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Corredor do Rio Araguaia

O rio Araguaia é o terceiro maior rio do Brasil fora da Bacia Amazônica. Nasce no Cerrado do Parque Nacional das Emas e deságua na Floresta Amazônica, onde seus 1.800 km de comprimento percorrem os estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará. Com 60% do seu curso no bioma Cerrado e 40% no bioma Amazônia, ele engloba os dois maiores biomas do país.

As 13 Unidades de Conservação (UC) e cinco terras indígenas distribuídas ao longo do percurso do rio Araguaia contribuem para que seja um dos rios mais conservados e ricos em biodiversidade do país. Entre as UCs estão o Parque Nacional das Emas, uma das reservas mais representativas para o bioma Cerrado, e o Parque Estadual do Cantão, na área de transição entre o Cerrado e a Amazônia ao norte da Ilha do Bananal, uma das maiores áreas contínuas de floresta do Brasil central.

A vegetação nativa nas margens do Rio Araguaia atual permite a movimentação da fauna ao longo de seu curso, atuando assim, como um corredor natural para as espécies nativas. Desta forma, espécies ameaçadas de extinção, especialmente aquelas que dependem de grandes áreas nativas para sobreviver, como a onça-pintada, têm no rio Araguaia importante ambiente para se manter e dispersar. Pelo menos 55 espécies listadas como ameaçadas de extinção pela IUCN podem ser encontradas ao longo do seu curso. Assim, o rio Araguaia é uma área prioritária para a conservação da biodiversidade do Brasil central.

Além da rica biodiversidade, há ainda uma destacada diversidade cultural, importância turística e socioeconômica associada ao Rio Araguaia. Por exemplo, estima-se que no mínimo dois milhões de turistas visitem o rio ao longo do ano, que é internacionalmente conhecido como um dos mais piscosos do mundo. Considerando todas suas características, o rio Araguaia se torna um potencial corredor de biodiversidade, onde o uso sustentável de recursos naturais e a conservação integral de áreas estratégicas garantirão a conservação da sua biodiversidade e ao mesmo tempo, o desenvolvimento econômico da sua região.

Referências:
Cavalcanti, R. B. and Joly, C. A. (2002). Biodiversity and Conservation Priorities in the Cerrado Region. In: Oliveira, P. S. e Marquis, R. J. (editores). The Cerrados of Brazil. Ecology and Natural History of a Neotropical Savanna, p. 351-367. Columbia University Press, New York.

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