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Projeto Desenvolvido pelo IOP

Ilha das Onças

A Estação Ecológica Maracá-Jipioca (ESEC Maracá-Jipioca) é a única reserva brasileira totalmente protegida, localizada em um ambiente de estuário e cobre uma área de 58.756 hectares. A ilha, predominantemente composta por Mangue, Tabocal e Siriubal está localizada no Bioma Amazônico, em uma área de alta prioridade para a conservação da biodiversidade. Estudos preliminares relatam que a ilha apresenta uma densidade alta de onças-pintadas (5,27 indivíduos / 100 km²), em comparação com outros ambientes insulares.

Onça-pintada (Panthera onca) necessita de grandes áreas com abundância de espécies de presas para sobreviver, reproduzir e criar seus filhotes. A espécie tem um padrão de atividade tipicamente noturno e uma média de biomassa das presas, ao longo de sua área de distribuição de, aproximadamente, 30 kg. No entanto, resultados de um estudo preliminar sobre a espécie na Estação Ecológica de Maracá-Jipioca, indicaram que o efeito da insularização sobre as onças-pintadas da ilha vem atuando de forma alterar seus hábitos alimentares para o consumo de presas com média de biomassa de 8,58 kg e padrão de atividade mais diurno.

Considerando que é fundamental a compreensão de seu potencial de adaptação às alterações ambientais, como a insularização, a presente proposta pretende investigar, entre outros aspectos, como esta espécie se comporta em um ambiente com escassez de água doce e de presas terrestres, além de investigar o seu padrão de dispersão como forma de avaliar a viabilidade genética populacional em longo prazo na ilha.

A realização deste projeto propiciará uma melhor compreensão da demografia da população de um grande predador em um sistema insular, e também revelará os aspectos biológicos e ecológicos associados às adaptações das onças nesta ilha.

O estudo da ecologia da onça-pintada compreenderá seis aspectos distintos: ecologia alimentar, densidade populacional, dinâmica populacional, genética, abundância de presas naturais, padrão de movimentação e uso de habitat. Para tanto, serão utilizadas quatro metodologias: armadilhas fotográficas; coleta de fezes (para o estudo de dieta, densidade populacional e genética) e radio transmissores via GPS.

A compilação e análise dos dados ecológicos e genéticos obtidos durante os dois primeiros anos de projeto, permitirão um diagnóstico preliminar sobre a conservação da onça-pintada na EE Maracá. Espera-se poder realizar análises de viabilidade populacional e inferir sobre aspectos determinantes para a sobrevivência em longo-prazo da população local, assim como, propor eventuais estratégias de manejo essenciais para a manutenção da espécie nesta unidade de conservação e região.

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