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A sobrevivência da onça-pintada depende de todos nós!

O IOP é a única ONG dedicada exclusivamente a promover a conservação da espécie Onça-Pintada, através de pesquisa e aplicação de manejo em cativeiro (Conservação In situ) e em vida livre (Conservação Ex situ), desenvolvendo pesquisa científica nos Biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica.

Sobre o IOP

Conservar a onça-pintada vivendo em harmonia em seu ambiente, é uma tarefa árdua que implica no conhecimento sobre a espécie, sobre as ameaças que ela sofre, sobre como podemos contribuir para solucionar os problemas que afetam diretamente à sua conservação, e principalmente sobre a importância que ela exerce na qualidade de vida de todos nós. Esta tarefa não deveria ser vista ou entendida como um dever e uma obrigação de ambientalistas, mas sim de todos os segmentos da sociedade. Somos humildes porta-vozes desta causa e convidamos você a fazer parte deste grande desafio. Junte-se a nós!

Missão Visão e Valores

Quem somos e porque existimos

MISSÃO

“Promover a conservação da Onça-Pintada, suas espécies, presas e hábitats naturais ao longo de sua área de distribuição, assim como sua coexistência pacífica com o homem.”

VISÃO

“Ser o líder em esforços de conservação da onça-pintada, não somente no Brasil como também ao longo de toda a distribuição geográfica da espécie.“

VALORES

“O IOP acredita que o ser humano tende a proteger e a preservar o que gosta, se importa ou admira; mas para que isso seja possível, é preciso antes de mais nada, conhecer! O conhecimento nos leva à conscientização e a necessidade de mudança de atitudes.”

Histórico

No ano de 2002, os biólogos Leandro Silveira e Anah Tereza de Almeida Jácomo, pesquisadores que dedicam suas vidas profissionais à conservação da onça-pintada, fundaram o INSTITUTO ONÇA-PINTADA – IOP, uma Organização Não Governamental brasileira, cuja missão é preservar o maior felino do continente Americano. Para tanto, executa e apoia pesquisas com a onça-pintada ao longo de sua área de distribuição.

Com o objetivo de facilitar a interação entre apoiadores estrangeiros às atividades do IOP no Brasil, foi fundado em 2004, nos Estados Unidos, o Jaguar Conservation Fund, instituição sem fins lucrativos com registro 501(C)3. E em 2007 o IOP recebeu o Título de ASCIP, pelo Ministério da Justiça.

O Brasil compreende a maior extensão da distribuição geográfica da onça-pintada (48%), que se estende do norte da Argentina até o sul dos Estados Unidos. Apesar de considerada ameaçada de extinção, até esta data, não havia programas ou ações direcionados a conservação da espécie.

O Instituto Onça-Pintada é a única ONG dedicada exclusivamente a promover a conservação da espécie, através de pesquisa e aplicação de manejo em cativeiro (Conservação In situ) e em vida livre (Conservação Ex situ), desenvolvendo pesquisa científica nos Biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica.

O IOP é constituído por uma equipe dedicada, jovem, e com formação multidisciplinar e apoia Teses de Doutorado Dissertações de Mestrado. Os trabalhos estão diretamente relacionados com a onça-pintada e suas presas e abordam os mais diversos aspectos, dentre eles: programas de monitoramento em longo prazo das populações de onças-pintadas e suas presas naturais em vida livre, programas de manejo para solucionar os conflitos entre este predador e o pecuarista, ecologia, epidemiologia, modelagem, genética, formulação e desenvolvimento de políticas públicas, pagamentos por serviços ambientais, manejo ex situ, conflito, educação ambiental, além de projetos de cunho cultural, educacional e social cujas ações contribuam para a conservação da onça-pintada, da biodiversidade como um todo.

Em 2016 criou o Certificado Onça-Pintada, direcionado a produtores rurais, empreendimentos ou prestadores de serviço que estão estabelecidos em áreas de ocorrência da onça-pintada e que por meio de práticas sustentáveis promovam a conservação da espécie e da biodiversidade a ela associada.

Ações Realizadas

Quem somos e porque existimos

Ações 1

Projetos Desenvolvidos

Monitoramento e pesquisas.

Para conservar uma espécie é necessário conhecer suas exigências e os fatores que ameaçam a sua persistência.

Projetos Desenvolvidos

Para conservar uma espécie, é necessário conhecer suas exigências e os fatores que ameaçam a sua persistência. Com este objetivo, o Instituto Onça-Pintada – IOP, desenvolve projetos institucionais de monitoramento populacional e pesquisas ecológicas sobre a onça-pintada, em áreas estratégicas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal. Também apóia projetos de instituições parceiras, que levantam importantes informações para o conhecimento e a conservação da espécie em todo o Brasil.

Projetos

Ecologia e Conservação da Onça-Pintada na Região do Parque Nacional das Emas

Projetos

Distribuição Atual e Situação de Conservação da Onça-Pintada no Brasil

Projetos

Rio Araguaia – Corredor das Onças

Projetos

Ecologia Populacional da Onça-pintada na região do Parque Estadual do Cantão

Projetos

Uso de Modelagem de Nicho Ecológico na Avaliação da Distribuição Geográfica da Onça-Pintada

Projetos

Distribuição Geográfica, Avaliação Genética e Odontológica da Onça-Pintada no Brasil

Projetos

Ecologia e Conservação de Onça-Pintada nos Parques Nacionais Serra da Capivara e Serra das Confusões

Projetos

Ecologia e Conservação do Tatu-Canastra no Cerrado do Brasil Central

Projetos

Ilha das Onças

Projetos

Projeto Paca de Rabo

Ações 2

Projetos Apoiados

Instituições nacionais e internacionais

Parceria com o INCA, LaBIC, Universidade de Washington e Instituto de Biologia da Universidade Federal de Goiás.

Projetos Apoiados

Projetos

Ecologia, Manejo e Conservação da Ariranha no Médio Rio Araguaia

Projetos

Estudos de Mamíferos de Médio e Grande Porte na Mata Atlântica

Projetos

A Expansão Agrícola e os Mamíferos de Grande Porte do Cerrado

Projetos

A Utilização da Paisagem Fragmentada por Mamíferos de Médio e Grande Porte e sua Relação com a Massa Corporal na Região do Entorno de Aruanã, GO

Ações 3

Metodologias Adotados

São 4 os procedimentos adotados

Cães farejadores de fezes, captura de onças-pintadas, radio-telemetria e armadilha fotográfica.

Metodologias Adotados

Projetos

Cães farejadores de fezes

O uso de cães treinados na detecção de fezes de animais selvagens é um método não invasivo, bastante eficaz no estudo de animais de hábitos crípticos. Encontrar fezes de onça-pintada na natureza ao acaso é muito raro. Dessa forma, com o uso de cães farejadores, aumenta a probabilidade de sucesso na localização de fezes no campo. Através delas, é possível obter informações sobre aspectos alimentares, genéticos, hormonais e sanitários das onças-pintadas, ou seja, é possível contar e estimar o tamanho de uma população, saber a distribuição dos sexos numa determinada área, conhecer do que estão se alimentando, determinar níveis de estresses, reprodução e condições de saúde. Os cães treinados, saem a campo, com um condutor (biólogo) para procurar apenas fezes de onça-pintada. Em média, percorrem 10 km por dia, ou seja, é possível cobrir grandes áreas de procura em curto período de tempo.

Projetos

Captura de onças-pintadas

As onças-pintadas de vida livre podem ser capturadas através de três metodologias: cães rastreadores treinados, armadilhas do tipo gaiola, iscadas com animal vivo (carneiro, porco, galinha), ou laços (snares). As armadilhas do tipo gaiola possuem um sistema de desarme tipo “guilhotina”, que é acionado por um gatilho, no momento em que o animal entra na gaiola para comer a isca viva. Os laços, são armados em trilhas naturais da espécie ou ao lado de carcaças de presas abatidas pela onça-pintada. Cães rastreadores, por sua vez, são utilizados para farejar e trilhar a onça-pintada a partir de seus rastros frescos, encontrados no campo. Uma vez encontrada, a onça acuada geralmente sobe em uma árvore, onde será imobilizada, utilizando-se um rifle a gás, que lança um dardo contendo anestésico.

Projetos

Radio-telemetria

A radio-telemetria é uma ferramenta muito utilizada para conhecer os aspectos ecológicos de uma espécie, como a sua área de vida, o seu padrão de deslocamento, a utilização de hábitats e os seus padrões de atividade. Todo animal adulto, capturado para estudos pelo Instituto Onça-Pintada, é equipado com radio-colar VHF e GPS, monitorado continuamente. Os sinais são captados por um receptor e uma antena, ao mesmo tempo em que são monitorados por satélite. Cada colar possui uma frequência específica, com duração da bateria entre 12 e 36 meses. Os colares possuem sensores de movimento, sendo possível saber quando o animal está em atividade. Os colares equipados com GPS coletam a posição geográfica do animal monitorado, em intervalos de tempo pré-determinados. As posições são armazenadas no colar e podem ser descarregadas em um receptor, a uma distância de poucos quilômetros.

Projetos

Armadilha fotográfica

As armadilhas fotográficas são ferramentas eficientes para detectar a presença de espécies, assim como para se conhecer a riqueza e abundância da fauna em uma determinada área. Através desta metodologia, é possível obter informações importantes sobre animais de difícil observação. Ainda no caso de onça-pintadas, que possuem padrão de pelagem (pintas) individualizados, ou seja, nenhuma onça é igual quanto ao seu padrão de manchas, é possível contar o número de animais de uma determinada área. Ativada por um sensor infravermelho de movimento e calor, as fotografias são tiradas automaticamente toda vez que algum animal passa em frente a armadilha.

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Onça

A onça-pintada mantém o equilíbrio ecológico da região onde vive.

No Brasil, o IBAMA classificou-a como ameaçada de extinção em 2003. No mundo, como quase ameaçada, pela IUCN em 2008. A Amazônia é atualmente seu maior refúgio.

Aproximadamente, metade da distribuição atual da onça-pintada encontra-se em território brasileiro, o que faz do Brasil um país extremamente importante para garantir a conservação da espécie em longo prazo.

Descubra suas características, comportamento, conservação...

A Onça-Pintada

A onça-pintada é o maior felino do continente americano. Seu peso varia entre 35 e 130 kg e geralmente, os machos são mais pesados que as fêmeas. Possui o corpo robusto, compacto e musculoso. O seu comprimento total pode variar de 1,7 a 2,4 metros, e sua cauda é responsável por 52 a 66 cm do seu tamanho corporal (Seymour, 1989). As onças-pintadas que habitam áreas de florestas tendem a ser menores do que as que habitam áreas abertas como o Pantanal, no Brasil ou os Llanos, na Venezuela.

Sua pelagem varia do amarelo-claro ao castanho-ocreáceo e é caracterizada por manchas pretas em forma de rosetas de diferentes tamanhos. Estas rosetas são como a “impressão digital” do animal e servem para diferenciá-lo, pois cada indivíduo possui um padrão único de pelagem. Deste modo, com o uso de armadilhas fotográficas, é possível realizar a contagem de onças-pintadas e estimar o tamanho da população em uma determinada área. Existe também a variação melânica da espécie, que são onças com uma coloração de fundo preto, mas que também possuem as rosetas. Essas são conhecidas como onças-pretas e ocorrem em algumas regiões da distribuição da espécie.

Outras espécies de felinos, que também possuem manchas, podem ser confundidas com a onça-pintada. Por exemplo o leopardo (Panthera pardus) que ocorre na África e Ásia e a jaguatirica (Leopardus pardalis) que ocorre no continente americano. No entanto, essas espécies possuem porte e padrão de pelagem distintos.

A onça-pintada, juntamente com o leopardo das neves, o tigre, o leão e o leopardo, compõem as cinco espécies de grandes felinos pertencentes ao Gênero Panthera. Como característica em comum, estas espécies possuem uma ossificação incompleta do osso hióide, localizado na região da garganta, que proporciona um som forte e grave conhecido como esturro (ouça o esturro da onça ). O esturro é utilizado na comunicação entre indivíduos de onças-pintadas principalmente no período de reprodução, quando machos e fêmeas o utilizam para se localizarem. As demais espécies de felinos emitem apenas um miado como forma de comunicação.

Onça

As onças-pintadas concentram suas atividades no período crepuscular-noturno, porém este comportamento pode variar conforme a região geográfica. Em hábitats de mata densa, as onças-pintadas podem apresentar maior atividade durante o dia do que em hábitats abertos como o Cerrado, o Pantanal e a Caatinga.

A onça-pintada é um animal territorial, e utiliza para delimitar sua área de vida fezes, urina e arranhões em árvores. De hábito solitário, interage com outros indivíduos da espécie apenas no período reprodutivo, sendo que um macho pode acasalar com várias fêmeas.

As fêmeas atingem a maturidade sexual com aproximadamente dois anos, podendo ter sua primeira cria com três anos. Os machos atingem sua maturidade sexual com aproximadamente três anos, e são atraídos pelo odor e vocalização das fêmeas. O período reprodutivo se estende por todo o ano, quando as onças-pintadas machos e fêmeas interagem por alguns dias, copulando por várias vezes. Neste período, pode ser observado mais de um macho acompanhando a mesma fêmea. O tempo de gestação da onça-pintada varia entre 93 e 105 dias, podendo nascer de um a quatro filhotes, sendo mais comum o nascimento de dois filhotes por ninhada. Em média, os filhotes recém-nascidos pesam de 700-900 g, abrem os olhos entre o sétimo e o 13º dia, mamam até aproximadamente o sexto mês de vida e acompanham a mãe até um ano e meio de idade (Seymour, 1989).

A onça-pintada exerce importante função ecológica para a manutenção do equilíbrio dos ambientes onde ocorre, principalmente por regular o tamanho das populações de suas espécies presas como, por exemplo, queixadas, capivaras e jacarés. É um animal que exige extensas áreas preservadas para sobreviver e se reproduzir. Dessa forma, a onça-pintada é considerada uma espécie guarda chuva, pois suas exigências ecológicas englobam todas as exigências das demais espécies que ocorrem no seu ambiente.

No Brasil, a onça-pintada é listada pelo IBAMA (2003) como ameaçada de extinção. Globalmente é classificada como “quase ameaçada” (IUCN, 2008). A conversão de seu habitat natural para atividades agropecuárias é a principal causa da redução de 50% de sua distribuição original (Sanderson et al. 2002), sendo que a espécie foi extinta em dois (Uruguai e El Salvador) dos 21 países em que ocorria historicamente. A onça-pintada é legalmente protegida na maioria dos países que compreendem a sua distribuição – somente na Bolívia a caça ainda é permitida; e a espécie não tem nenhuma proteção legal no Equador e Guiana (Caso et al., 2008).

A Amazônia é, atualmente, o maior refúgio para a onça-pintada ao longo de toda a sua distribuição. Nos demais ambientes, a fragmentação de habitat e o consequente isolamento de suas populações são as maiores ameaças para a espécie. Nesses casos, a manutenção e restauração de conexões entre populações isoladas é a principal estratégia de conservação para a onça-pintada (veja por exemplo, Corredor de Biodiversidade do Rio Araguaia).

A fragmentação de hábitats também influencia diretamente na disponibilidade de presas naturais das onças-pintadas. Nesses casos, em regiões de produção pecuária, o gado pode passar a ser uma importante presa para a espécie A inclusão da espécie no Apêndice I da CITES (Convenção do Comércio em Espécies Ameaçadas) praticamente eliminou o comércio ilegal de pele de onça-pintada. No entanto, o abate de animais em retaliação a prejuízos que eles causam a pecuaristas continua sendo uma importante ameaça à conservação da espécie. Isso demonstra que, para conservar a onça-pintada não basta manter hábitats e presas naturais, mas também minimizar conflitos entre esses predadores e os pecuaristas (veja por exemplo, Projeto Onça Social).

A onça-pintada é um predador topo de cadeia alimentar, exclusivamente carnívoro. Estudos de sua dieta ao longo de toda sua distribuição já registraram mais de 85 espécies de presas naturais (Sunquist & Sunquist, 1989).

A onça-pintada caça de forma oportunista, se alimentando das espécies mais abundantes no seu ambiente. Em algumas regiões do Brasil, as onças-pintadas se alimentam principalmente de grandes mamíferos, como o queixada, a capivara, o tamanduá-bandeira e a anta, e em outras, se alimentam de répteis, como a tartaruga e o jacaré. Em áreas onde vivem próximas ao gado, este pode constituir uma importante fonte de alimento na sua dieta.

A extensão da área de vida da onça-pintada varia ao longo de sua distribuição: as menores áreas foram estimadas em 13 km2 nas florestas de Belize (Rabinowitz, & Nottingham, 1986) e as maiores em 265 km2 no Cerrado do Brasil central (Silveira, 2004). Estudos têm revelado também que a área de vida de indivíduos machos é maior do que a de fêmeas, sendo que a área de vida de um macho pode englobar as de várias fêmeas.

A onça-pintada ocorre em densidades de aproximadamente 1 a 7 indivíduos adultos por 100 km². Altas densidades foram relatadas em florestas de Belize e Costa Rica (Salom-Pérez et al. 2007, Silver et al. 2004), e do Pantanal brasileiro (Soisalo & Cavalcanti 2006), onde a abundância de espécies presa é excepcionalmente alta.

A onça-pintada ocorre em distintos e variados habitats, desde florestas tropicais na Amazônia, planícies inundáveis no Pantanal, florestas secas no México, campos arbustivos e abertos do Cerrado, e até mesmo em regiões semi-áridas da Caatinga. Preferencialmente utilizam habitats próximos a cursos d‘água com vegetação densa. Normalmente a onça-pintada evita áreas de agricultura, mas pode ser observada utilizando pastagens.

  • Características
    Onça

    A onça-pintada é o maior felino do continente americano. Seu peso varia entre 35 e 130 kg e geralmente, os machos são mais pesados que as fêmeas. Possui o corpo robusto, compacto e musculoso. O seu comprimento total pode variar de 1,7 a 2,4 metros, e sua cauda é responsável por 52 a 66 cm do seu tamanho corporal (Seymour, 1989). As onças-pintadas que habitam áreas de florestas tendem a ser menores do que as que habitam áreas abertas como o Pantanal, no Brasil ou os Llanos, na Venezuela.

    Sua pelagem varia do amarelo-claro ao castanho-ocreáceo e é caracterizada por manchas pretas em forma de rosetas de diferentes tamanhos. Estas rosetas são como a “impressão digital” do animal e servem para diferenciá-lo, pois cada indivíduo possui um padrão único de pelagem. Deste modo, com o uso de armadilhas fotográficas, é possível realizar a contagem de onças-pintadas e estimar o tamanho da população em uma determinada área. Existe também a variação melânica da espécie, que são onças com uma coloração de fundo preto, mas que também possuem as rosetas Essas são conhecidas como onças-pretas e ocorrem em algumas regiões da distribuição da espécie.

    Outras espécies de felinos, que também possuem manchas, podem ser confundidas com a onça-pintada. Por exemplo o leopardo (Panthera pardus) que ocorre na África e Ásia e a jaguatirica (Leopardus pardalis) que ocorre no continente americano. No entanto, essas espécies possuem porte e padrão de pelagem distintos.

  • Comportamento
    Onça

    A onça-pintada, juntamente com o leopardo das neves, o tigre, o leão e o leopardo, compõem as cinco espécies de grandes felinos pertencentes ao Gênero Panthera. Como característica em comum, estas espécies possuem uma ossificação incompleta do osso hióide, localizado na região da garganta, que proporciona um som forte e grave conhecido como esturro (ouça o esturro da onça ). O esturro é utilizado na comunicação entre indivíduos de onças-pintadas principalmente no período de reprodução, quando machos e fêmeas o utilizam para se localizarem. As demais espécies de felinos emitem apenas um miado como forma de comunicação.

    As onças-pintadas concentram suas atividades no período crepuscular-noturno, porém este comportamento pode variar conforme a região geográfica. Em hábitats de mata densa, as onças-pintadas podem apresentar maior atividade durante o dia do que em hábitats abertos como o Cerrado, o Pantanal e a Caatinga.

    A onça-pintada é um animal territorial, e utiliza para delimitar sua área de vida fezes, urina e arranhões em árvores. De hábito solitário, interage com outros indivíduos da espécie apenas no período reprodutivo, sendo que um macho pode acasalar com várias fêmeas.

    As fêmeas atingem a maturidade sexual com aproximadamente dois anos, podendo ter sua primeira cria com três anos. Os machos atingem sua maturidade sexual com aproximadamente três anos, e são atraídos pelo odor e vocalização das fêmeas. O período reprodutivo se estende por todo o ano, quando as onças-pintadas machos e fêmeas interagem por alguns dias, copulando por várias vezes. Neste período, pode ser observado mais de um macho acompanhando a mesma fêmea. O tempo de gestação da onça-pintada varia entre 93 e 105 dias, podendo nascer de um a quatro filhotes, sendo mais comum o nascimento de dois filhotes por ninhada. Em média, os filhotes recém-nascidos pesam de 700-900 g, abrem os olhos entre o sétimo e o 13º dia, mamam até aproximadamente o sexto mês de vida e acompanham a mãe até um ano e meio de idade (Seymour, 1989).

  • Conservação
    Onça

    A onça-pintada é o maior felino do continente Americano e o maior predador terrestre do Brasil. Como predador topo de cadeia alimentar (nenhuma outra espécie se alimenta dela), depende de um meio ambiente saudável e com qualidade para sobreviver e se reproduzir. Desta forma, a conservação da onça-pintada resulta na manutenção de todo o meio ambiente em que ela vive. Por isso, podemos afirmar que, se existe a onça-pintada é porque o meio ambiente está saudável.

    A onça-pintada exerce importante função ecológica para a manutenção do equilíbrio dos ambientes onde ocorre, principalmente por regular o tamanho das populações de suas espécies presas como, por exemplo, queixadas, capivaras e jacarés. É um animal que exige extensas áreas preservadas para sobreviver e se reproduzir. Dessa forma, a onça-pintada é considerada uma espécie guarda chuva, pois suas exigências ecológicas englobam todas as exigências das demais espécies que ocorrem no seu ambiente.

    No Brasil, a onça-pintada é listada pelo IBAMA (2003) como ameaçada de extinção. Globalmente é classificada como “quase ameaçada” (IUCN, 2008). A conversão de seu habitat natural para atividades agropecuárias é a principal causa da redução de 50% de sua distribuição original (Sanderson et al. 2002), sendo que a espécie foi extinta em dois (Uruguai e El Salvador) dos 21 países em que ocorria historicamente. A onça-pintada é legalmente protegida na maioria dos países que compreendem a sua distribuição – somente na Bolívia a caça ainda é permitida; e a espécie não tem nenhuma proteção legal no Equador e Guiana (Caso et al., 2008).

    A Amazônia é, atualmente, o maior refúgio para a onça-pintada ao longo de toda a sua distribuição. Nos demais ambientes, a fragmentação de habitat e o consequente isolamento de suas populações são as maiores ameaças para a espécie. Nesses casos, a manutenção e restauração de conexões entre populações isoladas é a principal estratégia de conservação para a onça-pintada (veja por exemplo, Corredor de Biodiversidade do Rio Araguaia).

    A fragmentação de hábitats também influencia diretamente na disponibilidade de presas naturais das onças-pintadas. Nesses casos, em regiões de produção pecuária, o gado pode passar a ser uma importante presa para a espécie A inclusão da espécie no Apêndice I da CITES (Convenção do Comércio em Espécies Ameaçadas) praticamente eliminou o comércio ilegal de pele de onça-pintada. No entanto, o abate de animais em retaliação a prejuízos que eles causam a pecuaristas continua sendo uma importante ameaça à conservação da espécie. Isso demonstra que, para conservar a onça-pintada não basta manter hábitats e presas naturais, mas também minimizar conflitos entre esses predadores e os pecuaristas (veja por exemplo, Projeto Onça Social).

  • Distribuição
    Onça

    Historicamente, a distribuição da onça-pintada se estendia do sudoeste dos Estados Unidos até o sudeste da Argentina (Seymour, 1989). Em função da conversão de hábitats e da caça, a espécie perdeu mais de 50% de sua distribuição original, e atualmente se restringe a países da América Central e do Sul, até o norte da Argentina (Sanderson et al. 2002), sendo considerada extinta em El Salvador e Uruguai (IUCN, 2008).

    Aproximadamente metade da distribuição atual da onça-pintada encontra-se em território brasileiro, o que faz do Brasil um país extremamente importante para garantir a conservação da espécie em longo prazo. No Brasil, a espécie possui uma distribuição relativamente ampla, ocorrendo da região Norte até o leste do Maranhão, partes do Brasil Central e Caatinga, Pantanal e em algumas áreas isoladas no Sudeste do país.

    Onça
  • Ecologia
    Onça

    Dieta

    A onça-pintada é um predador topo de cadeia alimentar, exclusivamente carnívoro. Estudos de sua dieta ao longo de toda sua distribuição já registraram mais de 85 espécies de presas naturais (Sunquist & Sunquist, 1989).

    A onça-pintada caça de forma oportunista, se alimentando das espécies mais abundantes no seu ambiente. Em algumas regiões do Brasil, as onças-pintadas se alimentam principalmente de grandes mamíferos, como o queixada, a capivara, o tamanduá-bandeira e a anta, e em outras, se alimentam de répteis, como a tartaruga e o jacaré. Em áreas onde vivem próximas ao gado, este pode constituir uma importante fonte de alimento na sua dieta.

    Área de vida e abundância

    A extensão da área de vida da onça-pintada varia ao longo de sua distribuição: as menores áreas foram estimadas em 13 km2 nas florestas de Belize (Rabinowitz, & Nottingham, 1986) e as maiores em 265 km2 no Cerrado do Brasil central (Silveira, 2004). Estudos têm revelado também que a área de vida de indivíduos machos é maior do que a de fêmeas, sendo que a área de vida de um macho pode englobar as de várias fêmeas.

    A onça-pintada ocorre em densidades de aproximadamente 1 a 7 indivíduos adultos por 100 km². Altas densidades foram relatadas em florestas de Belize e Costa Rica (Salom-Pérez et al. 2007, Silver et al. 2004), e do Pantanal brasileiro (Soisalo & Cavalcanti 2006), onde a abundância de espécies presa é excepcionalmente alta.

    Uso de habitat

    A onça-pintada ocorre em distintos e variados habitats, desde florestas tropicais na Amazônia, planícies inundáveis no Pantanal, florestas secas no México, campos arbustivos e abertos do Cerrado, e até mesmo em regiões semi-áridas da Caatinga. Preferencialmente utilizam habitats próximos a cursos d‘água com vegetação densa. Normalmente a onça-pintada evita áreas de agricultura, mas pode ser observada utilizando pastagens.

  • Taxonomia
    Onça

    Classe: Mammalia

    Ordem: Carnivora

    Família: Felidae

    Gênero: Panthera

    Espécie: Panthera onca

    Nome comum: Onça-pintada

  • Bibliografia
    Onça
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Onça

Projeto Onça Social

O abate de onças-pintadas, em retaliação a prejuízos que elas causam a pecuaristas, continua sendo uma importante ameaça à conservação da espécie. Isso demonstra que, para conservar a onça-pintada não basta manter hábitats e presas naturais, mas também minimizar conflitos entre esses predadores e os pecuaristas. Entre 2002 e 2004 o Instituto Onça-Pintada testou um modelo de manejo para o conflito onça-pecuarista, utilizando a compensação financeira para os proprietários e assistência médica para os funcionários de 13 propriedades parceiras.

Saiba mais sobre esta experiência pioneira no Brasil

Projeto Onça-Social

Em 11 propriedades rurais do Pantanal, foi testado um modelo de manejo para o conflito onça-pecuarista, utilizando a compensação financeira para os proprietários e assistência médica para os funcionários das propriedades parceiras.

Onça

Historicamente, a onça-pintada no Pantanal causa prejuízos a rebanhos domésticos. No entanto, poucas alternativas de solucionar esse conflito parecem ser viáveis, numa região de extensão e de difícil acesso como o Pantanal. Numa tentativa de solucionar esse problema histórico, em 2002, o Instituto Onça-Pintada criou o Projeto Onça-Social.

Esse projeto foi uma experiência pioneira no Brasil, criada com o objetivo de avaliar o impacto econômico e social da predação de gado por onças-pintadas e onças-pardas na região do Pantanal do Rio Negro, Miranda e Aquidauana. Foram 13 propriedades rurais parceiras do projeto, englobando uma área superior a 280.514 hectares, onde 55.000 cabeças de gado são criadas.

Na parceria estabelecida, o Projeto Onça-Social compensou financeiramente os fazendeiros por cada cabeça de gado, comprovadamente abatida, por onça-pintada ou onça-parda. Em contrapartida, os fazendeiros se comprometiam a não abater, em nenhuma circunstância, as onças presentes em suas propriedades.

Como parte deste projeto, em parceria com a UFMS e posteriormente com a UNIDERP, os funcionários e famílias (adultos e crianças) das fazendas parceiras, receberam assistência médica e odontológica gratuita em campanhas pré-programadas nas propriedades. As campanhas tiveram um cunho preventivo e de diagnóstico. Casos emergenciais ou de impossibilidades logísticas de atendimento, foram encaminhados, gratuitamente, para hospitais nos municípios próximos.

O projeto acumulou um total de 100 carcaças de gado reembolsadas, providenciando assistência médica e odontológica a 242 pessoas, entre funcionários e familiares, durante quatro campanhas nos anos de 2002, 2003 e 2004. Os resultados positivos colhidos mostraram que o manejo do conflito onça-pecuarista é viável em escala local.

Onça
Onça
Onça

No norte de Mato Grosso e em Rondônia, ainda existem onceiros por profissão, gente especializada em matar onça, que vive disso. Em Roraima, ninguém tolera os felinos, matar onças é algo trivial.

– Dr. Leandro Silveira, Presidente do Instituto Onça-pintada.

Um dos grandes desafios é não tratar os fazendeiros como bandidos. O fazendeiro é um empresário. Ele não quer ter prejuízo. Vários proprietários são ecologicamente corretos, têm reserva legal, tudo como manda a lei.

– Dr. Leandro Silveira, Presidente do Instituto Onça-pintada.

É preciso deixar de generalizar ações num país com as dimensões do Brasil, com biomas e problemas distintos. Estabelecemos um sistema de compensação: o fazendeiro localizava a carcaça e nós pagávamos o prejuízo, através de um contrato para eles não abaterem as onças.

– Dr. Leandro Silveira, Presidente do Instituto Onça-pintada.

Ao invés de fazer um parque nacional, patrocinaríamos a convivência pacífica nas propriedades, onde os caçadores não entrariam, não saqueariam. Seria mais eficiente assim.

– Dr. Leandro Silveira, Presidente do Instituto Onça-pintada.

Ações de Conservação

Onça

Certificado Onça-Pintada

Valorizando quem contribui com a conservação do Maior Felino das Américas

Existe atualmente, um amplo apelo em âmbito mundial para o desenvolvimento de práticas agropecuárias sustentáveis, quanto ao uso de recursos naturais e à proteção do meio ambiente.

Certificado Onça-Pintada

Valorizando quem contribui com a conservação do maior Felino das Américas

Existe atualmente um amplo apelo em âmbito mundial para o desenvolvimento de práticas agropecuárias sustentáveis quanto ao uso de recursos naturais e à proteção do meio ambiente. O Instituto Onça-Pintada acredita que as propriedades rurais produtivas podem e devem suprir essa demanda, contribuindo para a conservação da biodiversidade, do solo, da água, da manutenção de todos os serviços ambientais. A implantação de um modelo de propriedade produtiva como o proposto para a “Fazenda Certificada Onça-Pintada”, tem por meta ajustar as ações e condutas que possibilitem assegurar uma melhor convivência entre proprietários rurais e a onça-pintada. Salvar essa espécie da extinção é um dever de toda a sociedade, cabendo aos proprietários de terras, a liderança na tomada de decisões que determinarão o êxito ou o fracasso dessa empreitada que envolve e será igualmente apreciada pelas futuras gerações.

A iniciativa do Instituto Onça-Pintada – IOP em certificar empreendimentos rurais que promovam a conservação da onça-pintada é pioneira no país e no mundo. O Certificado Onça-Pintada é direcionado a produtores rurais, empreendimentos ou prestadores de serviço que estejam estabelecidos em áreas de ocorrência da onça-pintada, cujas práticas sustentáveis contribuam para a sua conservação. A certificação é um processo voluntário, passível de ser adotado por aqueles que se preocupam em contribuir para uma mais efetiva e bem-sucedida conservação da espécie, e do meio ambiente em geral.

A onça-pintada já foi extinta em mais de 50% de sua distribuição geográfica original, que atualmente se restringe a países da América Central e do Sul, até o norte da Argentina, sendo considerada extinta em El Salvador e Uruguai. Aproximadamente metade da distribuição atual da onça-pintada (48%) encontra-se em território brasileiro, o que faz do Brasil um país extremamente importante para garantir a conservação da espécie em longo prazo.

No Brasil, cerca de 75% de sua distribuição está em terras privadas, que representam 60% do território brasileiro. Ao passo que as Unidades de Conservação de Uso Restrito representam em área, um percentual inferior a 10%, não sendo grandes o suficiente para garantir a viabilidade genética de suas populações em longo prazo, caso permaneçam isoladas. E para que possam promover a necessária troca de material genético, fundamental à sobrevivência da espécie, essas populações necessitam transitar entre paisagens ocupadas por fazendas ou empreendimentos rurais. É por essa razão que “aqueles que desenvolvem atividades rurais são parceiros estratégicos para o futuro da onça-pintada no Brasil”. Sem seu apoio, a espécie está fadada à extinção.

Diante deste contexto, o Instituto Onça-Pintada considera ser primordial a inclusão dos empreendimentos rurais privados na estratégia de conservação da espécie, por meio da implementação de uma rede de propriedades certificadas, que através da adoção de práticas sustentáveis e da coexistência pacífica, contribuam de forma determinante para a conservação da espécie, preservando de forma equilibrada o seu hábitat e presas naturais.

Dessa forma, possibilitaremos à sociedade civil que reconheça e retribua esse esforço, privilegiando o consumo de produtos provenientes de propriedades rurais que abracem a causa da conservação. O propósito do Certificado Onça-Pintada é promover o reconhecimento isento, científico e legítimo, criando um elo direto entre o produtor que adota práticas conservacionistas e o consumidor final.

Para ser uma “Fazenda Certificada Onça-Pintada”, as propriedades e os empreendimentos rurais devem se comprometer a assegurar uma adequada qualidade de hábitats e de presas naturais para a onça-pintada, tolerando eventuais perdas. Jamais abatê-las ou afugentá-las de sua propriedade. Essas ações contribuirão para uma efetiva conservação da espécie. Ao assumir esse compromisso, as propriedades rurais que receberem o Certificado Onça-Pintada garantirão a movimentação segura desse predador entre as áreas protegidas, possibilitando a reprodução e a criação de seus filhotes. Essa parceria criará um novo momento para a conservação da espécie no Brasil, em esforço inédito e inovador, trazendo o reconhecimento devido aos produtores rurais certificados.

O que é preciso para obter o Certificado Onça-Pintada?

  • Operar uma propriedade rural, explorar um produto ou desenvolver uma atividade em ambiente rural dentro da área de ocorrência da espécie;

  • Estar em conformidade com a legislação ambiental;

  • Comprometer-se a observar e seguir o “Protocolo de Conduta” elaborado pelo Instituto Onça-Pintada, viabilizando a presença e a conservação da espécie nos limites da propriedade a ser certificada.

Onça

Fundo para a Conservação da Onça-Pintada (FCOP)

O Fundo para a Conservação da Onça-Pintada, visa fomentar a implementação de ações proativas que resultem em salvar populações da espécie e seus hábitats naturais, no longo prazo.

Fundo para a Conservação da Onça-Pintada (FCOP)

O Fundo para a Conservação da Onça-Pintada visa fomentar a implementação de ações proativas que resultem em salvar populações da espécie e seus hábitats naturais, no longo prazo.

A onça-pintada é o maior felino do continente Americano e o maior predador terrestre do Brasil. Como predador topo de cadeia alimentar (nenhuma outra espécie se alimenta dela), depende de um meio ambiente saudável e com qualidade para sobreviver e se reproduzir. Desta forma, a conservação da onça-pintada resulta na manutenção de todo o meio ambiente em que ela vive. Por isso, podemos afirmar que, se existe a onça-pintada é porque o meio ambiente está saudável.

O Fundo para a Conservação da Onça-Pintada visa fomentar a implementação de ações proativas que resultem em salvar populações da espécie e seus hábitats naturais, no longo prazo. Apesar de distribuída ao longo de 21 países do continente americano, a onça-pintada encontra-se ameaçada devido ao conflito com pecuaristas, e à perda de seus hábitats naturais, tendo sido extinta em mais de 50% de sua distribuição geográfica original, que atualmente se restringe a países da América Central e do Sul, até o norte da Argentina, sendo considerada extinta em El Salvador e Uruguai. Aproximadamente metade da distribuição atual da onça-pintada (48%) encontra-se em território brasileiro, o que faz do Brasil um país extremamente importante para garantir a conservação da espécie em longo prazo. Por esta razão, é fundamental que ações específicas direcionadas à sua conservação sejam elaboradas e executadas.

Considerando que 75% das populações de onças-pintadas no Brasil encontram-se dentro de áreas privadas e que os 7% restantes tendem a ficar isoladas em áreas protegidas, é inevitável que haja conflito em função dos prejuízos que a espécie causa em rebanhos domésticos. Desta forma, torna-se urgente o desenvolvimento de programas em grande escala que considerem incentivos, compensações, manejo da espécie ou da paisagem em que ela ocupa a fim de se evitar a sua extinção. Ainda, envolver as comunidades locais que convivem com a onça-pintada nos esforços de conservação é estratégico para que se obtenha sucesso.

Um Fundo que possa garantir recursos financeiros para programas emergenciais de pesquisa, manejo e conservação da onça-pintada, bem como a implementação de programas de monitoramento de longo prazo de suas populações passa a ser determinante para o futuro da espécie no país.

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Aliança para a Conservação da Onça-Pintada

Considerando que o meio ambiente é responsabilidade de TODOS, devemos nos unir para apoiar ou executar ações que contribuam para o atendimento desse fim. Muitas ações possíveis estão sob guarda ou influência da iniciativa privada ou do cidadão comum, não cabendo necessariamente ao Estado executá-la.

O uso dos recursos naturais do planeta se dá de variadas formas, fazendo com que a contribuição de todos, agindo de forma conjunta, respeitadas as suas distintas formações, experiências e trajetórias de vida, possam identificar as melhores soluções e resultados.

Nesse sentido, a aliança para a conservação da onça-pintada visa unir esforços com todas as pessoas que compartilham do ideal comum de qualidade ambiental, almejando um uso sustentável e responsável dos recursos naturais, exercendo a sua responsabilidade cívica e desejo de mudanças positivas para as futuras gerações.

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  • Qual o motivo da existência do Instituto Onça-Pintada?

    Conservar a onça-pintada vivendo em harmonia em seu ambiente, é uma tarefa árdua que implica no conhecimento sobre a espécie, sobre as ameaças que ela sofre, sobre como podemos contribuir para solucionar os problemas que afetam diretamente à sua conservação, e principalmente sobre a importância que ela exerce na qualidade de vida de todos nós. Esta tarefa não deveria ser vista ou entendida como um dever e uma obrigação de ambientalistas, mas sim de todos os segmentos da sociedade. Somos humildes porta-vozes desta causa e convidamos você a fazer parte deste grande desafio. Junte-se a nós!

  • Porque é fundamental a conservação da espécie Onça-Pintada?

    No Brasil, o IBAMA classificou-a como ameaçada de extinção em 2003. No mundo, como quase ameaçada, pela IUCN em 2008. A Amazônia é atualmente seu maior refúgio.
    Aproximadamente, metade da distribuição atual da onça-pintada encontra-se em território brasileiro, o que faz do Brasil um país extremamente importante para garantir a conservação da espécie em longo prazo.

  • Quais as estratégias usadas para minimizar conflitos entre esses predadores e os pecuaristas?

    O abate de onças-pintadas, em retaliação a prejuízos que elas causam a pecuaristas, continua sendo uma importante ameaça à conservação da espécie. Isso demonstra que, para conservar a onça-pintada não basta manter hábitats e presas naturais, mas também minimizar conflitos entre esses predadores e os pecuaristas. Entre 2002 e 2004 o Instituto Onça-Pintada testou um modelo de manejo para o conflito onça-pecuarista, utilizando a compensação financeira para os proprietários e assistência médica para os funcionários de 13 propriedades parceiras.

  • Para que serve o (FCOP) Fundo para a Conservação da Onça-Pintada?

    O Fundo para a Conservação da Onça-Pintada, visa fomentar a implementação de ações proativas que resultem em salvar populações da espécie e seus hábitats naturais, no longo prazo.

  • Para que serve o Certificado Onça-Pintada e por quem pode ser adotado?

    O Certificado Onça-Pintada é direcionado a produtores rurais, empreendimentos ou prestadores de serviço que estejam estabelecidos em áreas de ocorrência da onça-pintada, cujas práticas sustentáveis contribuam para a sua conservação. A certificação é um processo voluntário, passível de ser adotado por aqueles que se preocupam em contribuir para uma mais efetiva e bem-sucedida conservação da espécie, e do meio ambiente em gera

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