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A sobrevivência da onça-pintada depende de todos nós!

Conservar a onça-pintada, vivendo em harmonia em seu ambiente natural, é uma tarefa árdua que implica no conhecimento sobre a espécie, as ameaças que ela sofre, sobre como podemos contribuir para solucionar os problemas que afetam a sua conservação, e principalmente a importância que ela exerce na qualidade de vida de todos nós. Esta tarefa não deve ser atribuída como uma obrigação apenas de ambientalistas, mas sim de todos os segmentos da sociedade. Somos porta-vozes desta causa e convidamos você a fazer parte deste grande desafio. Junte-se a nós nessa missão!

Sobre o Instituto Onça-Pintada (IOP)

O Instituto Onça-Pintada (IOP) é a única ONG dedicada exclusivamente a promover a conservação dessa espécie, através de pesquisa científica nos biomas onde ela ocorre (Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica) (conservação in situ), e também em cativeiro, por meio de seu Criadouro Científico com finalidade de Conservação (conservação ex situ). Saiba mais sobre nosso trabalho e nos ajude conservar a onça-pintada!

Missão Visão e Valores

Quem somos e porque existimos

MISSÃO

“Promover a conservação da Onça-Pintada, suas espécies de presas naturais e de seus hábitats, ao longo de sua área de distribuição, assim como sua coexistência pacífica com o homem, através de pesquisa e estratégias de conservação.”

VISÃO

“Ser o líder em esforços de conservação da onça-pintada, não somente no Brasil como também ao longo de toda a distribuição geográfica da espécie.“

VALORES

“O IOP acredita que o ser humano tende a proteger e a preservar o que gosta, se importa ou admira; mas para que isso seja possível, é preciso antes de mais nada, conhecer! O conhecimento nos leva à conscientização e a necessidade de mudança de atitudes.”

Histórico

No ano de 2002, os biólogos Leandro Silveira e Anah Tereza de Almeida Jácomo, pesquisadores que dedicam suas vidas profissionais à conservação da onça-pintada, fundaram o INSTITUTO ONÇA-PINTADA – IOP, uma Organização Não Governamental brasileira, cuja missão é preservar o maior felino do Continente Americano. Para tanto, executa e apoia pesquisas com a onça-pintada ao longo de sua área de distribuição.

Com o objetivo de facilitar a interação entre apoiadores estrangeiros às atividades do IOP no Brasil, foi fundado em 2004, nos Estados Unidos, o Jaguar Conservation Fund, instituição sem fins lucrativos com registro 501(C)3. E em 2007, o IOP recebeu o Título de OSCIP, pelo Ministério da Justiça.

O Brasil compreende a maior extensão da distribuição geográfica da onça-pintada (50%), que se estende do norte da Argentina até o sul dos Estados Unidos. Apesar de considerada ameaçada de extinção, até esta data, não havia, no país, programas ou ações direcionados a conservação da espécie.

O Instituto Onça-Pintada é a única ONG dedicada exclusivamente a promover a conservação da espécie, através de pesquisa e aplicação de manejo em cativeiro (Conservação ex situ) e em vida livre (Conservação in situ), desenvolvendo pesquisa científica nos Biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica.

O IOP é constituído por uma equipe dedicada, jovem, e com formação multidisciplinar e apoia Teses de Doutorado, Dissertações de Mestrado e trabalhos de conclusão de graduação em áreas biológicas. Os trabalhos estão diretamente relacionados com a onça-pintada e suas presas e abordam os mais diversos aspectos, dentre eles: programas de monitoramento em longo prazo das populações de onças-pintadas e suas presas naturais em vida livre, programas de manejo para solucionar os conflitos entre este predador e o pecuarista, ecologia, epidemiologia, modelagem, genética, formulação e desenvolvimento de políticas públicas, pagamentos por serviços ambientais, conservação ex situ (através de seu Criadouro Conservacionista de animais silvestres), educação ambiental, além de projetos de cunho cultural, educacional e social cujas ações contribuam para a conservação da onça-pintada e, da biodiversidade como um todo.

Em 2016 o Instituto Onça-Pintada criou o Certificado Onça-Pintada, direcionado a produtores rurais, empreendimentos ou prestadores de serviço que estão estabelecidos em áreas de ocorrência da onça-pintada e que por meio de práticas sustentáveis promovam a conservação da espécie e da biodiversidade a ela associada.

Equipe

Leandro Silveira

Projetos

Biólogo, Cofundador e Presidente do Instituto Onça-Pintada. Realizou seu mestrado em Biologia, pela Universidade Federal de Goiás com a Ecologia da comunidade de carnívoros do Parque Nacional das Emas e fez o Doutorado em Biologia Animal pela Universidade de Brasília, desenvolvendo a pesquisa: Ecologia comparada de onça-pintada e onça-parda no cerrado do Brasil central. Atua a frente do Instituto Onça-Pintada desde a sua fundação, em 2002, coordenando pesquisa científica nos cinco biomas Brasileiros.

Anah Tereza de Almeida Jácomo

Projetos

Bióloga, Cofundadora e Diretora Executiva do Instituto Onça-Pintada (IOP). Realizou seu mestrado em Biologia, pela Universidade Federal de Goiás com o Nicho alimentar do lobo-guará, no Parque Nacional das Emas;, fez o Doutorado em Biologia Animal pela Universidade de Brasília, desenvolvendo pesquisa com ecologia, manejo e conservação do queixada no Parque Nacional das Emas e nas propriedades rurais de seu entorno;, e atua profissionalmente nas áreas de manejo e conservação da onça-pintada e suas principais bases de presas naturais. Entre outras frentes de atuação do IOP, Coordena o Certificado Onça-Pintada, criado como uma importante ferramenta de conservação para a espécie, no Brasil.

Felippe Azzolini

Projetos

Médico Veterinário graduado pela Universidade Paranaense - UNIPAR (2007), Pós-graduado em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Assis Gurgacz - FAG (2010), Mestre em Ciência Animal pela Universidade Paranaense – UNIPAR (2012). Desenvolve pesquisas, especialmente nas áreas de clínica médica de animais selvagens, anestesiologia e odontologia. É Diretor Técnico da Anestezoo - assessoria e consultoria em medicina de animais selvagens, odontologia e anestesiologia, membro do corpo clínico do Instituto Brasileiro de Especialidades em Medicina Veterinária – ESPECIALVET e Docente do programa de Pós-graduação em Clínica e Cirurgia de Animais de Companhia, da Universidade Paranaense (UNIPAR). Foi Responsável Técnico e Diretor do Zoológico UNISEP de 2013 à 2020, e professor de Anestesiologia e de Medicina de Animais Selvagens entre 2010 e 2020. Foi membro da Comissão de Animais Selvagens do CRMV-PR entre Dezembro de 2015 a Outubro de 2017. Integra a equipe de veterinários do Instituto Onça-Pintada coordenando a área de Anestesiologia de animais silvestres.

Dr. Gediendson Ribeiro de Araújo

Projetos

Médico veterinário graduado pela Universidade Federal de Viçosa. Realizou mestrado e doutorado na UFV com reprodução de onças-pintadas de cativeiro e de vida livre. Concluiu seu Pós doutorado com produção de embriões de onças pardas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. É pesquisador e presidente do Instituto Reprocon (Reprodução para a Conservação) que desenvolve pesquisa de reprodução assistida aplicada a conservação de animais selvagens. Atualmente, é responsável pelo setor de Reprodução Assistida de Animais de Laboratório da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Integra a equipe de veterinários do Instituto Onça-Pintada, coordenando a área de Medicina Reprodutiva.

Felipe Coutinho Batista Esteves

Projetos

Médico veterinário, graduado em 2012 na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, campus Betim, com residência em saúde pública com interface. Fundador e responsável técnico, desde 2009, do Mantenedor de Fauna Silvestre Mantenedor Bem Viver. Integra a equipe de veterinários do Instituto Onça-Pintada coordenando a área de Medicina Preventiva, com experiência em manejo clínico e sanitário de animais silvestres de cativeiro.

Lana Jéssica Silveira Louza

Projetos

Coordenadora dos voluntários e estagiários do Criadouro Científico do Instituto Onça-Pintada.

Tiago Jácomo Silveira

Projetos

Estudante e responsável pela mídia e redes sociais do instituto onça-pintada

Desde 2009, o IOP, através de seu Criadouro Científico com finalidade de Conservação, acolhe e mantêm animais órfãos, vítimas de conflitos com humanos ou tráfico, e que necessitam de cuidados urgentes para sobreviver.
Nós, como conservacionistas e cuidadores, primamos por oferecer a eles as melhores condições de conforto e toda nossa atenção. Em sua maioria, chegam filhotes e necessitando de cuidados intensivos para sobreviver e se manter saudáveis. Para isso, nos empenhamos na construção e manutenção de recintos confortáveis e espaçosos, garantindo o melhor bem-estar possível a cada um deles. Desde o princípio, investimos no desenvolvimento dos melhores protocolos de manejo e reprodução, fortalecendo as ações de conservação “ex situ”, (esforços de conservação realizados fora do ambiente natural das espécies).

A manutenção do Criadouro é realizada pelos biólogos Anah Jácomo e Leandro Silveira, e conta com a ajuda de voluntários e doação de pessoas que se identifiquem com a nossa causa e missão. Hoje, o nosso criadouro abriga espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o lobo-guará, cervo-do-pantanal, harpia, macaco-aranha, veado-campeiro entre outras, e aquelas com pouca ou quase nenhuma informação, como a pacarana ou paca-de-rabo, cuja distribuição está restrita ao norte do Brasil. As onças-pintadas órfãs, cuidadas pelo IOP, são, em sua maioria, vítimas de conflitos com humanos, onde suas mães foram mortas em retaliação por causarem prejuízos à criação de animais domésticos. Os gastos do criadouro giram em torno de medicamentos, alimentação, manutenção/construção de recintos, transporte para a chegada de novos órfãos ao criadouro, manutenção de um biólogo, entre outros. Todo recurso é aplicado integralmente na consecução de nossa missão. A sua contribuição é muito importante e nos ajudará a manter com dignidade, os animais que aqui vivem. Obrigada!!

Jaguaretê em tupi-guarani significa literalmente ¨a onça verdadeira¨ (jaguara+etê).

O canil JAGUARETÊ foi fundado em 2003 com objetivo de criar e treinar cães para o uso em estudos científicos de onças-pintadas na natureza. Hoje é composto por cães rastreadores, das raças Redbone e American Foxhound, utilizados para farejar e trilhar onças-pintadas na natureza, farejadores da raça Pastor Belga de Malinois, treinados para auxiliar na localização de fezes de onças-pintadas na natureza, Boiadeiro Australiano (Blueheeler), para auxiliar no manejo com os animais do criadouro cientifico do IOP, e cães da raça Maremano para auxiliar no manejo com os ovinos do Instituto Onça-Pintada. Os cães do Canil Jaguaretê são criados sem finalidade lucrativa, servindo apenas às necessidades científicas.

Todas as atividades requerem obediência e excelente condicionamento físico dos cães que, são treinados semanalmente e mantidos com rigoroso manejo alimentar e sanitário. Para colaborar com a manutenção do nosso canil você poderá fazer a sua doação aqui.

Quer se juntar ao Instituto Onça-Pintada e nos ajudar com a nossa Missão? Associe sua Marca à nossa e faça a diferença e prol da conservação do Símbolo da Biodiversidade Brasileira. Para saber mais como fazer parte desse Time, entre em contato conosco pelo (WhtasApp – 64 9 8448 1536) ou pelo e-mail: jaguar@jaguar.org.br

Onça

Projetos de Pesquisa


Para conservar uma espécie é necessário conhecer sobre seus hábitos, área de vida, suas demandas ecológicas e os fatores que ameaçam a sua conservação. Com este objetivo, o IOP, desenvolve pesquisa científica sobre a onça-pintada, e outras espécies animais em áreas estratégicas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal, cujas principais linhas de pesquisa abrangem:


● Mapeamento da ocorrência atual da onça-pintada no Brasil;
● Localização e estimativa dos tamanhos das populações protegidas em cada bioma brasileiro;
● Avaliação dos principais corredores de dispersão para a espécie entre as áreas protegidas;
● Estudo da percepção humana sobre a onça-pintada no Brasil;
● Programas de monitoramento em longo prazo das populações de onças-pintadas e suas presas naturais em vida livre;
● Programas de manejo para solucionar os conflitos entre a onça-pintada e pecuaristas;
● Programa Corredor de Biodiversidade do Rio Araguaia;
● Conservação ex situ (Criadouro Científico - Instituto Onça-Pintada)
● Certificado Onça-Pintada, entre outros.

Ações 1

Projetos em Andamento

Projetos em Andamento

Rio Araguaia – Corredor das Onças

Projetos

O Rio Araguaia é o terceiro maior rio do Brasil fora da Bacia Amazônica. Este projeto, em sua totalidade, considera como área de estudo o Rio Araguaia, em toda sua extensão de 3.000 km (desde as nascentes até a foz com mar, incluindo o rio Tocantins), com 20 km de largura de cada margem, como uma unidade única de manejo totalizando 8.000.000 de hectares, (Figura. 01). O Rio Araguaia nasce no Cerrado, próximo ao Parque Nacional das Emas, percorre cinco Estados e une os dois maiores biomas brasileiros, a Amazônia e o Cerrado. Dezesseis Unidades de Conservação e Terras Indígenas e as reservas privadas das propriedades rurais fazem com que se torne um dos rios mais ricos em biodiversidade do Brasil.
Este projeto, o maior do gênero realizado no Brasil, tem a ambição de subsidiar a implementação e o manejo do rio Araguaia como um corredor de biodiversidade para as onças-pintadas, a fim de permitir a conectividade das populações entre os dois maiores biomas brasileiros. O sucesso deste projeto irá garantir um futuro de conservação para as onças-pintadas regionalmente ameaçadas nas paisagens fragmentadas do Brasil central. Serão capturadas 60 onças-pintadas, ao longo da área de abrangência do corredor, para o aparelhamento com coleiras GPS e seu posterior monitoramento. Além das coleiras GPS, serão utilizadas armadilhas fotográficas para a coleta de informações sobre a presença ou ausência de onças e sua distribuição atual. Serão utilizadas 400 armadilhas fotográficas, distribuídas em pontos de amostragem, ao longo do corredor, seguindo-se a metodologia desenvolvida pelo Instituto Onça-Pintada. As onças-pintadas possuem padrão único de pelagem, funcionando como uma impressão digital. Assim, a análise dos registros fotográficos permitirá a individualização e contagem dos animais. A partir disso, os dados serão utilizados para estimar os tamanhos populacionais de onça-pintada ao longo de toda a área do Corredor Araguaia. Essas informações serão vitais na determinação de locais com populações-chave de grande importância, permitindo-nos, assim, concentrar os esforços de gestão e conservação da espécie nessas áreas.

Ilha das Onças: ecologia, genética e conservação da onça-pintada na estação ecológica maracá-jipioca

Projetos

Este estudo propõe Investigar aspectos ecológicos, genéticos e de conservação da onça-pintada (Panthera onca) da Estação Ecológica de Maracá-Jipioca – Amapá, situada em uma ilha oceânica. A Onça-pintada necessita de grandes áreas com abundância de espécies de presas para sobreviver, reproduzir e criar seus filhotes. A espécie tem um padrão de atividade tipicamente noturno e uma média de biomassa das presas, ao longo de sua área de distribuição de, aproximadamente, 30 kg. No entanto, resultados de um estudo preliminar sobre a espécie na Estação Ecológica de Maracá-Jipioca, indicaram que o efeito da insularização sobre as onças-pintadas da ilha vem atuando de forma alterar seus hábitos alimentares para o consumo de presas com média de biomassa de 8,58 kg e padrão de atividade mais diurno. A presente proposta pretende investigar, entre outros aspectos, como esta espécie se comporta em um ambiente com escassez de água doce e de presas terrestres, além de investigar o padrão de dispersão da espécie como forma de avaliar a viabilidade genética populacional em longo prazo na ilha. A realização deste projeto propiciará uma melhor compreensão da demografia da população de um grande predador em um sistema insular, e revelará os aspectos biológicos e ecológicos associados às adaptações das onças nesta ilha. Para tanto, serão utilizadas três metodologias: armadilhas fotográficas, cães de faro e colares GPS. As armadilhas fotográficas serão utilizadas para o monitoramento contínuo da população de onças-pintadas e suas presas. O esforço de amostragem compreenderá um ciclo anual completo. Os dados fornecerão informações sobre a densidade e dinâmica populacional das onças-pintadas e os registros de espécies presas em potencial para a onça-pintada serão utilizados para análises de distribuição e abundância relativa. Para melhor aferir os dados de densidade das onças-pintadas será utilizado um cão de faro treinado para localizar fezes da espécie, sendo que transectos pré-determinados serão percorridos a pé com os cães. Para cada amostra de fezes encontrada e coletada, serão anotadas as coordenadas geográficas. As amostras serão acondicionadas e posteriormente enviadas para laboratório especializado para extração de DNA. As amostras também serão utilizadas para o estudo da dieta. Para investigar o padrão de uso de hábitat, área de vida e padrão de movimentação da onça-pintada, assim como dispersão, serão capturadas e aparelhadas com coleiras GPS, 10 onças-pintadas utilizando-se uma combinação de metodologias: armadilhas de ferro, laço e cães treinados. A determinação de qual metodologia a ser utilizada poderá variar conforme o tipo de terreno, estação do ano e localização dos animais alvos da captura. Os colares GPS estarão configurados para obter 5 localizações diárias de cada animal, o que permitirá acumular informações detalhadas sobre os animais monitorados.

Ecologia e conservação da pacarana, (Dinomys branickii) no norte do Brasil.

Projetos

A pacarana (Dinomys branickii) é terceiro maior roedor do mundo e o único remanescente vivo da família Dinomydae. Sua distribuição inclui a Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil. Vive em grupos compostos por um par de adultos e suas crias. Este projeto tem duas linhas de atuação: A conservação in situ, que ocorre no ambiente natural da espécie e a conservação ex situ, que ocorre em cativeiro. Na natureza, os objetivos são conhecer as demandas ecológicas e de conservação da pacarana na natureza, o que inclui investigar o impacto da caça de subsistência, assim como, a retaliação humana sobre a espécie em decorrência de eventuais prejuízos que causam em plantações. Em cativeiro, os objetivos são estudar as relações de cuidado parental; desenvolver protocolos de manejo alimentar, reprodutivo e sanitário; desenvolver as melhores estruturas de recinto para espécie; e estabelecer o primeiro plantel reprodutivo de Pacarana, por meio do Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada.

Biotecnologias reprodutivas aplicadas à conservação da onça pintada do bioma cerrado

Projetos

A onça pintada (Panthera onca) possui papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas onde ocorre, porém devido a fatores como a caça e a redução e fragmentação do habitat esta espécie está ameaçada de extinção (MMA, 2014). Os graus de ameaça, no entanto, variam entre os biomas brasileiros. As populações estão mais ameaçadas nos biomas Caatinga e Mata Atlântica (populações estimadas a baixo de 250 indivíduos e classificadas como Criticamente em perigo), seguido do Cerrado onde a população estimada está abaixo de 250 indivíduos e classificada como Em perigo. Já as populações do Pantanal e Amazônia estão classificadas como Vulneráveis, com populações estimadas em 1000 e 10000 indivíduos, respectivamente (PAN Onça Pintada, Portaria no 132/2010; Morato et al., 2013). A conservação das espécies está intrinsecamente ligada à manutenção da variabilidade genética e quando uma população é isolada geograficamente e fica sujeita à uniformidade genética, vários fatores, como a maior susceptibilidade a doenças, o aumento de anormalidades espermáticas e a diminuição da fertilidade, se aliam para desencadear ou acelerar o processo de extinção (Wildt et al., 1987; Munson et al., 1996; Eizirik et al., 2001). O melhor recurso para preservar os ecossistemas, bem como das comunidades bióticas dos quais fazem parte, é a criação de reservas naturais. No entanto, essas ações nem sempre são suficientes na manutenção de uma adequada variabilidade genética de pequenas populações (Comizzoli, et al., 2000). Nesse sentido, a conservação da onça pintada depende de ações que visem reduzir sua vulnerabilidade, por meio de atuações na conservação in situ e ex situ. Essas ações estão definidas no “Plano de ação nacional para a conservação da onça-pintada” (PAN Onça Pintada; Portaria no 132/2010) elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com pesquisadores especialistas na área. Uma das ações recomendadas pelo PAN Onça Pintada é o desenvolvimento de pesquisas em biotecnologias de reprodução assistida, como a criopreservação de germoplasma, a inseminação artificial (IA) e a produção (FIV) e transferência de embrião (TE), que têm como objetivo auxiliar na manutenção de uma população geneticamente viável. Por meio da inseminação artificial (IA) o uso de amostras de sêmen de indivíduos mantidos em cativeiro ou de vida livre de outras populações trariam novos fundadores para populações de vida livre, promovendo assim o fluxo gênico entre populações sem a necessidade da translocação de animais. Desta forma, as biotecnologias reprodutivas servem como ferramentas para viabilizar o manejo da onça pintada como uma metapopulação, o que poderia aumentar, consideravelmente, as chances de sucesso dos esforços de conservação da espécie. O Objetivo desse projeto é realizar a inseminação artificial em onças pintadas de vida livre e de cativeiro do bioma Cerrado com sêmen fresco de indivíduos do mesmo bioma mantidos em cativeiro e de vida livre. Este trabalho será realizado no Instituto Onça-Pintada e em parceria com o Grupo REPROCON, que desde 2010 vem trabalhando no desenvolvimento de metodologias e equipamentos para viabilizar a colheita e o congelamento de sêmen de onças pintadas de vida livre.

Programa de Conservação in situ e ex sito da onça-pintada da Caatinga

Projetos

A onça pintada possui papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas onde ocorre, porém devido a fatores como a caça e a redução e fragmentação do habitat esta espécie está ameaçada de extinção (MMA, 2014). Os graus de ameaça, no entanto variam dentre os biomas brasileiros. Na Caatinga a população de onça-pintada encontra-se em declínio, sendo classificado com criticamente em perigo. Estimativas indicam uma população efetiva inferior a 250 indivíduos (Morato et al., 2013). Existem poucos dados sobre a sua ocorrência neste bioma, com registro de apenas cinco subpopulações – como a encontrada na região do Parque Nacional da Serra da Capivara – distribuídas em 10% da Caatinga (Paula et al., 2012).
A conservação da onça pintada depende de ações que visem reduzir sua vulnerabilidade, por meio de atuações na conservação in situ (promovendo a proteção de seus habitats e diminuindo a remoção de indivíduos na natureza) e ex situ (promovendo programas de educação ambiental e reprodução assistida). Essas ações estão definidas no “Plano de ação nacional para a conservação da onça-pintada” (PAN Onça Pintada; Portaria no 132/2010) elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com pesquisadores especialistas na área.
A conservação das espécies está intrinsecamente ligada à manutenção da variabilidade genética e quando uma população é isolada geograficamente e fica sujeita à uniformidade genética, vários fatores, como a maior susceptibilidade a doenças, o aumento de anormalidades espermáticas e a diminuição da fertilidade, se aliam para desencadear ou acelerar o processo de extinção (Wildt et al., 1987; Munson et al., 1996; Eizirik et al., 2001). O melhor recurso para preservar os ecossistemas, bem como das comunidades bióticas dos quais fazem parte, é a criação de reservas naturais. No entanto, essas ações nem sempre são suficientes na manutenção de uma adequada variabilidade genética de pequenas populações (Comizzoli, et al., 2000). Neste sentido, as estratégias de conservação ex situ objetivam auxiliar na conservação de uma população geneticamente viável por meio de criopreservação de fontes genéticas, para formação de bancos de germoplasma e desenvolvimento de estratégias de reprodução assistida (Andrabi & Maxwell, 2007). Com o intuito de possibilitar o revigoramento genético das populações de vida livre e reintrodução de indivíduos na sua área de distribuição original, este projeto visa implantar uma população geneticamente viável de onças-pintadas do bioma Caatinga, por meio da captura de indivíduos de vida livre para formação de plantel em cativeiro, manejo da população de forma a aumentar o número de indivíduos em cativeiro em termos de variabilidade genética, aperfeiçoamento e desenvolvimento de protocolos de reprodução assistida, implantação de um banco de sêmen e embriões de onças-pintadas da Caatinga entre outros.

Distribuição Geográfica, Avaliação Genética e Odontológica da Onça-Pintada no Brasil

Projetos

A onça-pintada (Panthera onca) é a maior espécie de felídeo das Américas. É uma espécie predadora, topo de cadeia alimentar, que desenvolve funções ecológicas fundamentais para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas onde ocorre (Soulé & Terborgh, 1999). A alta exigência ecológica da espécie (grandes áreas e hábitat de boa qualidade) a torna sensível a qualquer perturbação ambiental de origem antrópica. A pressão humana sobre seus ambientes naturais tem reduzido em muito a sua distribuição atual no Brasil. Fora de UC`s, a principal ameaça à conservação da espécie é a sua retaliação devido ao prejuízo causado pela predação de rebanho doméstico nas propriedades rurais (Silveira et al., 2005; Schaller, 1980; Conforti & Azevedo, 2003).. O presente projeto tem como objetivo o levantamento de informações sobre três tópicos importantes para a conservação da onça-pintada: a distribuição geográfica, a diversidade genética e a avaliação odontológica da espécie, utilizando material biológico (crânios, peles e tecidos) provenientes de instituições de ensino e pesquisa, museus, animais atropelados e material aprendido pelos setores de fiscalização dos órgãos de meio ambiente, escritórios do IBAMA e policiais ambientais e florestais dentro do território brasileiro. Esse material biológico, de extrema relevância para a pesquisa sobre a onça-pintada, acaba sendo esquecido e não é utilizado por pesquisadores, apesar de serem fundamentais para a complementação das informações encontradas por todos projetos de pesquisa a campo. A avaliação genética, através da pele e tecido permitirá o conhecimento da variabilidade genética da população de onça-pintada no Brasil, permitindo também uma comparação em nível de seqüência com onças-pintadas de diferentes regiões (Eizik, et al. 2001). Esses dados são de extrema importância quando somados a trabalhos que já vem sendo realizados com animais capturados em vida-livre. A avaliação odontológica, apesar de fundamental importância, apenas recentemente vem sendo compreendida e documentada por médicos veterinários de animais silvestres (Pachaly, 2006). Estudos a campo vêm demonstrando que o índice de fraturas dentais encontrados em onças-pintadas de vida-livre é superior ao esperado. Sendo que a avaliação da cavidade oral desses indivíduos será de extrema relevância para a compilação e complementação dos dados coletados a campo. As informações sobre a distribuição de cada amostra biológica do presente estudo serão anexadas ao banco de dados do estudo sobre a distribuição geográfica da onça-pintada no Brasil, desenvolvido pelo Instituto Onça-Pintada.

Ecologia e Conservação do Tatu-Canastra no Cerrado do Brasil Central

Projetos

O tatu-canastra (Priodontes maximus) é o único representante do gênero e a maior espécie da ordem Xernathra, família Dasypodidae. Atualmente a espécie é classificada como vulnerável pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN,2005), e como ameaçado de extinção pela Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (IBAMA, 2003). As ameaças à espécie estão relacionadas à perda de seus hábitats naturais e à sua caça, que vem reduzindo consideravelmente suas populações (IUCN, 2002; Wetzel, 1982).. É considerado um insentívoro, o mais especialista entre os tatus, consumindo preferencialmente cupins e formigas (Wetzel, 1982; Nowak, 1981; Redford, 1985; Anacleto, 1997; Eisenberg 1989).. São animais de hábitos solitários, sendo encontrados em pares apenas na época de acasalamento. A maturidade sexual é atingida entre 9 e 12 meses e a gestação é de aproximadamente quatro meses, nascendo de um a dois filhotes (Merret, 1983). Seus hábitats preferenciais são o cerrado e as matas. Seu padrão de atividade é predominantemente noturno e durante o dia se retiram para descansar no interior de tocas (Anacleto, 1997).. A área de distribuição geográfica do tatu-canastra abrange 12 países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela). No Brasil não há registros da espécie na região nordeste (Wetzel, 1985), e no leste brasileiro encontra-se cada vez mais raro (Silva, 1984), ao passo que Goiás, Mato Grosso e o Gran Chaco representam as áreas onde a espécie possui suas maiores densidades populacionais Cabrera e Yepes (1940). Apesar de ser considerado ameaçado de extinção ao longo de toda sua área de distribuição, pouco se conhece sobre sua ecologia e conservação. Os poucos estudos realizados até o presente enfocaram aspectos de sua dieta, caracterização de tocas e distribuição na Argentina. O Parque Nacional das Emas (PNE) representa uma das mais importantes reservas de Cerrado do Brasil e abriga uma importante população de tatu-canastra. Dados sobre a ecologia da espécie foram coletados no PNE e seu entorno entre setembro de 2004 a agosto de 2007. Durante esta pesquisa sete indivíduos foram capturados para a marcação e/ou colocação de radio transmissor, permitindo obter informações sobre a área de vida, padrão de atividade e uso de habitat pela espécie. Armadilhas fotográficas foram instaladas para uma estimativa de densidade da espécie no Parque e conhecimento do seu padrão de atividade. Dados preliminares revelaram que a espécie e amplamente distribuída no Parque. Este estudo vem sendo desenvolvido no Parque Nacional das Emas e em propriedades rurais de seu entorno. Os 131.800 hectares que compreendem a área do Parque Nacional das Emas representam a mais significativa área de Cerrado de campo preservada do Brasil e provavelmente proteja a maior população de tatu-canastra do Cerrado. As propriedades rurais do entorno do PNE são compostas por grandes áreas que desenvolvem atividades de agricultura e pecuária. A região representa uma das maiores produtoras de grãos do Brasil e apesar de sua antropização, essas propriedades rurais abrigam o tatu-canastra em seus remanescentes de vegetação natural. Este estudo tem como objetivos gerais levantar informações sobre a ecologia do tatu-canastra e identificar as ameaças a sua conservação na região do Parque Nacional das Emas e propriedades rurais do seu entorno, por meio de capturas, implante de radio transmissor e posterior monitoramento. Serão utilizadas armadilhas fotográficas para a estimativa de densidade, padrão de atividade e uso de habitat. O conjunto das informações obtidas neste estudo permitirá caracterizar o perfil ecológico do tatu-canastra e destacar as exigências básicas para sua conservação.

Ecologia e Conservação da Onça-Pintada nos Parques Nacionais Serra da Capivara e Serra das Confusões

Projetos

Predadores topo de cadeia alimentar, como as onças-pintadas (Panthera onca), desempenham funções ecológicas fundamentais para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas onde ocorrem (Soulé Terborgh 1999). A alta exigência ecológica (grandes áreas e boa qualidade de hábitats) desta espécie a torna sensível a perturbações ambientais de origem antrópica (Swank Teer 1989). A pressão humana sobre seu ambiente natural tem reduzido em muito a sua distribuição atual no Brasil, limitada cada vez mais a pequenas populações restritas a Unidades de Conservação (Silveira Jácomo 2002). A presença da onça-pintada em uma determinada área indica a boa situação de conservação em que esta se encontra. Neste sentido a armadilha fotográfica vem se mostrando uma ferramenta eficiente na identificação deste felino e de outros animais, inclusive aqueles de hábitos crípticos, de difícil visualização (Karanth Nichols 1998; Wolff 2001; Silveira et al. 2003; Trolle 2003). Além de não invasiva e de confirmar a presença de uma determinada espécie, ela propicia a coleta de outros tipos de dados como estimativa da idade, identificação do sexo, estrutura populacional, e estimativas de abundância relativa e absoluta (Karanth Nichols 1998; Silveira et al. 2003). Localizados no extremo sudoeste do Estado do Piauí, o Parque Nacional da Serra da Capivara, Parque Nacional Serra das Confusões, Estação Ecológica Uruçuí-Una e Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, áreas definidas como foco deste estudo, somam mais de 1.400.000 hectares, de área de Caatinga e Cerrado. Estas Unidades de Conservação estão situadas em uma região de ecótono (transição) entre o Cerrado e a Caatinga, sendo que os Parques Nacionais são considerados como regiões-núcleo para a persistência da onça-pintada em longo prazo e de alta prioridade de investimentos para a conservação (Sanderson et al. 2002). No entanto, apesar de terem sido criados há mais de 30 anos atrás, os estudos realizados com mamíferos de médio e grande porte, enfocando levantamentos e coleta de dados ecológicos se limitam a duas pesquisas. Este estudo tem como objetivos elaborar e implantar um programa de monitoramento, em longo-prazo, das populações de onças-pintadas e suas presas naturais nos Parques Nacionais da Serra da Capivara, Serra das Confusões, Nascentes do Rio Parnaíba e Estação Ecológica Uruçuí-Una, aonde serão utilizados: armadilhas fotográficas, captura, colocação de radio-transmissores (VHF e GPS), coleta e analise de material biológico, monitoramento por radio telemetria, e coleta de fezes usando cães farejadores.

Ações 2

Projetos Concluidos

Projetos Concluidos

Distribuição Atual e Situação de Conservação da Onça-Pintada no Brasil

Projetos

A onça-pintada ocorre em cinco dos seis biomas Brasileiros – Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal. Porém, como em outras partes de sua distribuição, a expansão humana fez com que suas populações diminuíssem cada vez mais. Considerada uma espécie ameaçada de extinção no Brasil, a lei proíbe o abate de onças-pintadas em território nacional, mas a caça em retaliação à predação de rebanhos domésticos continua acontecendo de forma ilegal. Isso, juntamente com a conversão rápida de habitats naturais, pode causar a extinção local da espécie em várias partes do país. Apesar de ocorrer em 19 países das Américas, aproximadamente metade da distribuição atual da onça-pintada está localizada em território brasileiro. O Brasil também abriga 50% da bacia Amazônica, considerada o refúgio mais importante para a persistência da espécie em longo prazo. Assim, é um país extremamente importante para a conservação da espécie.

Este projeto teve início em 2005 e teve como objetivo a coleta sistemática e atualização de informações sobre a distribuição da onça-pintada no país, identificando populações e avaliando o seu estado atual de conservação. As informações foram coletadas através da literatura, coleções de museus e zoológicos, pesquisadores e através de pesquisa a campo pela equipe do IOP, utilizando entrevistas com moradores locais, armadilhas-fotográficas e cães farejadores de fezes.

O estudo acumulou mais de 1.000 pontos de ocorrência de onça-pintada no Brasil. De acordo com os dados coletados, a região amazônica é responsável pela maior população contínua da espécie, seguida do bioma Pantanal. As populações do Cerrado e Caatinga encontram-se cada vez mais restritas a Unidades de Conservação enquanto, na Mata Atlântica, as pequenas populações encontram-se fragmentadas e isoladas em áreas protegidas (parques e reservas). Esses dados já possibilitaram a realização de uma análise da viabilidade populacional da onça-pintada em áreas protegidas (Sollmann et al., 2008) e estão sendo utilizados para modelar a distribuição atual e futura da espécie.

Ecologia Populacional da Onça-pintada na região do Parque Estadual do Cantão

Projetos

Predadores topo de cadeia alimentar como as onças-pintadas (Panthera onca), desenvolvem funções ecológicas chaves para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas onde ocorrem (Soulé & Terborgh 1999). A alta exigência ecológica (grandes áreas e boa qualidade de habitats) da onça-pintada a torna sensível a qualquer perturbação ambiental de origem antrópica (Swank & Teer 1989). A pressão humana sobre seus ambientes naturais tem reduzido em muito a sua distribuição atual no Brasil, limitada cada vez mais a pequenas populações restritas a Unidades de Conservação. A presença da onça-pintada em uma determinada área indica a boa situação de conservação em que esta se encontra. Portanto, Unidades de Conservação onde a espécie ocorre permanentemente devem ser cuidadosamente protegidas, a fim de se garantir a integridade total da comunidade local. Este estudo tem por objetivo levantar aspectos biológicos básicos sobre a onça-pintada na região do Parque Estadual do Cantão, montar um plano de monitoramento, em longo prazo para a espécie e identificar as principais ameaças à sua conservação. O conhecimento sobre a ecologia local da espécie e o monitoramento populacional em longo prazo permitirão detectar possíveis variações (aumento ou declínio) e suas potenciais causas (Mace & Waller 1998). O Parque Estadual do Cantão tem 90.000 hectares em bom estado de preservação e é vizinho a duas outras Unidades de Conservação, o que faz do Parque um dos mais importantes refúgios faunísticos do Brasil Central. Sua localização geográfica consiste num ecótono de fundamental importância para manutenção da biodiversidade dos ecossistemas envolvidos e das populações de onças-pintadas da região. A realização de um plano de monitoramento permitirá além de um diagnóstico pontual da população de onça-pintada da região um acompanhamento da sua dinâmica populacional, contribuindo para embasar estratégias de conservação da espécie. Além disto, a realização de análises genéticas destas populações permitirá uma avaliação de sua diversidade e conectividade (histórica e atual) com outras áreas, embasando a elaboração de estratégias adequadas de conservação e manejo desta comunidade. Este trabalho tem como objetivos elaborar um protocolo de monitoramento da população de onças-pintadas utilizando armadilhas fotográficas; estimar o tamanho da população local de onças-pintadas; monitorar a abundância de presas naturais para as onças-pintadas; caracterizar a dieta da espécie; caracterizar o uso de habitat pela espécie em função da sazonalidade local e avaliar as condições sanitárias da população de onça-pintada.

Impacto da cana-de-açúcar sobre a fauna do Cerrado

Projetos

O Cerrado, segundo maior bioma sul-americano, ocupa uma área de 2.036.448 km2, cobrindo 24% do território nacional (IBGE 2004). Estima-se que nele existam 10.000 espécies de plantas, 837 de aves, 194 de mamíferos, 150 de anfíbios e 185 de répteis, sendo 4.400; 29; 18; 45 e 24 endêmicas, respectivamente (Marinho-Filho et al. 2002; Colli et al. 2002). Este bioma é considerado a maior, mais rica em espécies e mais ameaçada savana tropical, e um dos mais importantes hotspots terrestres (Myers et al. 2000). Ao longo dos últimos 50 anos, o Cerrado vem sendo gradativamente substituído por áreas de pastagem e lavoura. Estima-se que apenas 20% da área originalmente coberta pelo Cerrado está sem perturbações antrópicas, sendo que 40% da vegetação já foi removida e o restante alterado (Mittermeier et al. 2000). Com a implantação do Plano Nacional de Agroenergia em 2005 e as atenções mundiais voltando-se para o sucesso do etanol brasileiro, o álcool de cana-de-açúcar passou a atrair ainda mais atenção como alternativa energética renovável, levando a rápida expansão da lavoura sucroalcooleira, principalmente no Cerrado, que deve se tornar o maior produtor de etanol derivado da cana (Ribeiro et al. 2009). Isto afeta diretamente as populações de espécies da fauna deste bioma, especialmente em regiões onde a dinâmica de rotatividade de culturas passa a ser substituída pela monocultura canavieira. As ameaças à sobrevivência das espécies no Cerrado são ainda maiores quando se verifica que as Unidades de Conservação (UCs) não ultrapassam 4,9% da área total do bioma (Cavalcanti;Joly 2002), e que, se isoladas, nenhuma dessas UCs é grande o suficiente para garantir, em longo prazo, a sobrevivência de populações geneticamente viáveis da maioria das espécies de mamíferos de maior porte (Silveira e Jácomo 2002). O Parque Nacional das Emas (PNE) com 131.800 ha representa um dos últimos refúgios de Cerrado, conhecido pela abundância e diversidade de fauna de grandes mamíferos (Redford 1983). Localiza-se no sudoeste de Goiás, numa das regiões de maior produção agrícola do país. Essa ocupação do entorno fez com que a fauna nativa se adaptasse, ao longo dos anos, à fragmentação de seus hábitats naturais e a recursos alimentares exóticos, como milho e soja - realidade que tem sido modificada com a expansão da cultura da cana-de-açúcar na região. As atividades agrícolas desenvolvidas pelas Usinas de Bioenergia englobam a região do entorno do PNE e podem influenciar direta e indiretamente na riqueza, abundância, distribuição e movimentação da fauna regional, já que representarão uma mudança na estrutura e composição da paisagem existente. Somente o monitoramento em longo prazo possibilitará a verificação do nível desta interferência, e a definição de medidas que possam minimizar possíveis impactos negativos e ressaltar impactos positivos. Este estudo teve como objetivos realizar um diagnóstico do impacto da cana-de-açúcar sobre espécies bio-indicadoras em áreas sob inflência das Usinas de Bioenergia situadas na região do Parque Nacional das Emas, assim como, elaborar e implantar um programa de conservação da biodiversidade dessa região. As espécies: onça-pintada, onça-parda, lobo-guará, anta, queixada, cateto, tamanduá-bandeira, tatu-canastra e ema foram selecionadas como bioindicadoras, por apresentarem requerimentos ecológicos elevados, que englobam as necessidades de diversas outras espécies. O IOP acredita que a transformação e o uso intenso dessa paisagem, sem as devidas precauções, poderão resultar em perdas significativas da biodiversidade em uma das regiões mais ricas do Brasil. O PNE vem sofrendo com a progressão do isolamento populacional de sua fauna pela agricultura intensiva realizada no seu entorno. Considerando que esta UC é um dos principais refúgios para a biodiversidade do Cerrado, desenvolver e implantar estratégias que visem a manutenção dessa riqueza é uma necessidade eminente. O trabalho abrangeu o Diagnóstico, por meio da interpretação de imagens de satélite e mapas de uso do solo para delimitar e caracterizar a vegetação nativa remanescente na área de abrangência das Unidades de Bioenergia. Ferramentas de SIG foram a base para a execução dessa atividade. Uma análise a posteriori permitiu caracterizar (tipos de hábitats) e diagnosticar os remanescentes (ex. qualidade, tamanho, forma, conectividade) de acordo com as exigências ecológicas das espécies da fauna selecionadas como bio-indicadoras. Foram distribuídas 100 armadilhas fotográficas, 50 em cada região, dispostas a uma distância mínima de 500m entre elas. As armadilhas ficaram dispostas no campo simultaneamente durante 8 meses consecutivos (4 meses de amostragem na estação seca e 4 na estação chuvosa). Os registros fotográficos foram analisados anualmente, permitindo o monitoramento em longo prazo da riqueza, abundância e distribuição da comunidade de mamíferos nas áreas amostradas. Foram realizados censos de vestígios indiretos de mamíferos (rastros e fezes). No mínimo 3 transectos pré-estabelecidos por área foram percorridos durante os 8 meses em que as armadilhas estiverem no campo. Os transectos foram percorridos a pé e com esforços (km percorridos) aproximados em todas as áreas amostradas. Para cada rastro de mamífero identificado foram registrados o habitat e a coordenada geográfica. Neste mesmo período, um censo de mamíferos foi realizado, registrando-se o horário e tipo de habitat em que o animal foi observado. Os resultados deste estudo mostraram o uso da paisagem alterada pela cultura da cana-de-açúcar, além de possibilitar a identificação de áreas estratégicas para a recomposição da conectividade de habitats. Ao longo do tempo os dados mostraram quais as linhas de atuação e manejo eram necessárias para a conservação e bem estar da biodiversidade nas áreas de influência das Usinas de Bioenergia da região.

Ecologia e Conservação da Onça-Pintada na região do Parque Nacional do Viruá – Roraima

Projetos

Atualmente, as maiores ameaças à biodiversidade decorrem da crescente ocupação das paisagens naturais por atividades antrópicas, fragmentação de hábitats e mudanças climáticas globais, que são citadas como responsáveis por significativas alterações nas distribuições geográficas das espécies e risco de extinção em um futuro próximo (Wilcox & Murphy, 1985; Ehrlich, 1997; Burns et al., 2003; Fahrig, 2003; Costa et al., 2005; Fortin & Agrawal, 2005). Um dos problemas enfrentados pelos conservacionistas no sentido de evitar os efeitos destas ameaças têm sido identificar as áreas mais importantes para a conservação da biodiversidade, o que torna necessário conhecer a distribuição geográfica das espécies e sua situação de conservação. Sob a pressão de taxas exponenciais de crescimento urbano juntamente com a conversão de hábitats naturais (Gardner et al., 2009), a distribuição geográfica da onça-pintada (Panthera onca) tem sido reduzida de maneira significativa, e estima-se que atualmente corresponda a apenas 55% do que havia originalmente (Zeller 2007). Atualmente, a onça-pintada está entre as 20 espécies que sofreram maior redução de sua distribuição geográfica no mundo, considerando os últimos 500 anos (Morrison et al., 2007). A onça-pintada é um carnívoro especialista, topo de cadeia alimentar, que desenvolve funções ecológicas fundamentais para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas onde ocorre, tanto diretamente através do controle de populações das espécies de presas, bem como indiretamente na manutenção da diversidade e abundância de espécies vegetais (Soulé & Terborgh, 1999). Sob esse conceito, é considerada uma "espécie-chave” – aquela cuja remoção pode acarretar graves prejuízos ao ecossistema, visto que atua de maneira ímpar na rede de interações desse. A onça-pintada é classificada como "vulnerável na Lista Oficial da Fauna Ameaçada de Extinção do IBAMA (2003) e é considerada "quase ameaçada” pela lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) (2010). Sua alta exigência ecológica (grandes áreas e hábitat de boa qualidade) a torna sensível a perturbações ambientais de origem antrópica (Swank & Teer, 1989), sendo que a pressão humana sobre seus ambientes naturais tem reduzido em muito a sua distribuição atual no Brasil, que se limita cada vez mais a Unidades de Conservação (UCs) (Silveira & Jácomo, 2002). Sollmann et al. (2008) estimaram que 64% das populações de onças-pintadas protegidas em UCs no Brasil dependerão de algum tipo de manejo para se tornarem viáveis indefinidamente. O Parque Nacional do Viruá (PNV), apesar de extenso, teve sua população de onça-pintada estimada em cerca de 60 indivíduos, a qual teria uma viabilidade de não mais do que 100 anos. Desta forma, o potencial de conservação da espécie, em longo prazo, na região depende da manutenção da conectividade do PNV com as UCs adjacentes para manter sua integridade. Portanto, é necessário monitorar a dinâmica populacional de onças-pintadas em longo prazo no PNV para então ajustar e aplicar medidas de manejo caso sejam necessárias. Fora de UCs, a principal ameaça à conservação da espécie é a retaliação devido ao prejuízo causado pela predação de rebanho doméstico nas propriedades rurais, presente em diversas regiões em que a onça-pintada ocorre (Schaller, 1980; Conforti & Azevedo, 2003; Silveira et al., 2005). Nesse contexto, o entorno do Parque Nacional do Viruá foi identificado como uma região onde o abate de indivíduos de onça-pintada é comum. Desta forma é necessário investigar as dimensões e intensidades deste conflito para que estratégias de manejo e conservação possam ser tomadas. O objetivo geral deste projeto foi estudar a ecologia da onça-pintada no Parque Nacional do Viruá (PNV) e seu entorno e avaliar as principais ameaças para a conservação da espécie em longo prazo nessa região. Dados sobre a abundância e a densidade de onças-pintadas foram coletados utilizando-se armadilhas fotográficas. Os registros de onça-pintada foram analisados com modelos de captura-recaptura, utilizando-se o programa de computador MARK (White & Burnham, 1999). Esses estudos foram realizados anualmente. Reunindo os dados de cada uma das amostragens, foi realizada uma análise com modelo de captura-recaptura para populações abertas de Pollock (Pollock et al., 1990), obtendo-se estimativas da taxa de sobrevivência e de dinâmica populacional. Para o estudo da dieta, foram coletadas fezes, com a ajuda de cães farejadores, de acordo com Vynne et al. (2010). As matérias não digestíveis foram separadas e identificadas, de acordo com literatura especializada e uma coleção de referências. A freqüência de cada item for calculada. A abundância relativa de espécies-presas das onças-pintadas foi levantada com os registros das armadilhas fotográficas. Para o levantamento de casos de predação de gado por onças-pintadas foram aplicados questionários nas comunidades rurais em torno do parque para levantar informações sobre a freqüência de predação de animais domésticos em propriedades rurais da área de estudo. Os mesmos questionários foram utilizados para investigar a percepção da comunidade rural da região em relação à onça-pintada.

Ecologia, Manejo e Conservação da Ariranha (Pteronura brasiliensis) na região do Parque Estadual do Cantão – TO

Projetos

A ariranha (Pteronura brasiliensis) é a maior lontra de rio. Pertencente à família Mustelidae, subfamília Lutrinae, a ariranha é um dos maiores carnívoros terrestres da América do Sul. Sua distribuição geográfica inclui originalmente o Suriname, o Centro-Sul da Venezuela, o Sul e Leste da Colômbia, o Oeste do Equador, o Leste do Peru, o Centro-Norte e Leste da Bolívia, o Norte da Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil (exceto a região do semi-árido da Caatinga) (TOMÁS et al., 2000). A espécie encontra-se oficialmente listada como ameaçada de extinção no Brasil (IBAMA 2004), incluída no apêndice I da Convenção Internacional sobre o Comércio das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e é classificada como vulnerável pela IUCN (2000). A maior causa do desaparecimento da espécie em vastas partes da sua área de distribuição histórica é a caça para o comércio internacional de peles (Duplaix, 1980). Outras causas têm sido reportadas, como a caça resultante de conflitos com comunidades de pescadores ribeirinhos (Emmons, 1997). A poluição de rios também pode estar contribuindo para o declínio de algumas populações de ariranha. Gutlieb et al. (1997) levantam a possibilidade de efeitos nocivos da poluição por mercúrio oriundo de garimpos de ouro no Peru. Apesar de sua importância ecológica como predador topo de teia alimentar, são escassos os estudos acerca de sua ecologia e conservação. O Parque Estadual do Cantão (PEC), com seus 90.000 hectares de floresta localiza-se em uma área de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, ao extremo sudoeste do estado do Tocantins. Situado ao norte da Ilha do Bananal, em continuidade com o Parque Nacional do Araguaia, formam um conjunto de mais de 700.000 hectares de extensão. Esta é uma das últimas grandes áreas conservadas ao longo do Rio Araguaia, e o Parque é localmente conhecido por abrigar altas densidades de ariranha. A área está sob influência de um regime de inundação que provavelmente exerce um papel importante na dinâmica da fauna local. Possui, em seu interior, mais de 800 lagos naturais, que são nutridos por rios contendo os hábitats característicos e utilizados pela espécie, sendo o Rio Araguaia seu principal recurso hídrico. Este estudo teve como objetivo geral levantar informações sobre a biologia e a ecologia da ariranha no Parque Estadual do Cantão, assim como levantar informações sobre as ameaças à sua conservação na região. A estimativa da densidade de ariranhas foi realizada com base no número de tocas ativas no PEC.Os trechos de rio foram percorridos e as tocas serão registradas associando a coordenada ao tipo de vegetação.Os animais foram capturados utilizando redes tipo funil que foi armadas na entrada da toca. Dois indivíduos adultos de cinco grupos distintos receberam o transmissor, conforme metodologia descrita por Ruiz-Olmo et al(1995).O transmissor foi implantado na região intraperitoneal. Os dados de área de vida, uso de habitat, padrão de atividade foram obtidos através de monitoramento por radio telemetria.

Projeto Onça Social

Projetos

Prejuízos por ataques de grandes predadores em criações domésticas ocorrem praticamente em todos os ambientes onde esses coexistem. Em retaliação, os predadores são eliminados de forma indiscriminada sem critérios científicos de controle ou manejo, o que pode ocasionar a erradicação local ou mesmo a extinção de populações inteiras. O impacto da predação de onças-pintadas sobre rebanhos domésticos vem sendo documentado, e quantificado ao longo de suas áreas de distribuição e a consequente retaliação sobre os animais predadores tem sido destacada como uma das principais ameaças à conservação dessas espécies (Silveira & Jácomo, 2002; Sanderson et al.2002; Conforti & Azevedo,2003). Considerando-se as precárias condições atuais de capacitação, orientação e atuação dos órgãos ambientais brasileiros, que não utilizam ou permitem o uso de ferramentas de manejo ou controle de predadores como instrumentos para a sua conservação, a preservação da onça-pintada fora de áreas protegidas se torna um desafio para a Biologia da Conservação. A sensibilidade da onça-pintada à alteração de seus habitats aliada à eliminação de suas presas naturais e ao abate de indivíduos depredadores em retaliação a predação de rebanhos domésticos fazem com que a espécie esteja cada vez mais susceptível à extinção em propriedades privadas ao longo de área de distribuição geográfica (Silveira & Jácomo,2002;Mondolfi & Hoogesteijn,1986). Historicamente, o gado coexiste em simpatria com a onça-pintada no Pantanal e por isso, provavelmente, tenha passado a fazer parte de seu espectro de presas. Assim, programas que envolvessem um diagnóstico da situação, bem como medidas de manejo que auxiliassem na busca de soluções para o problema da predação deveriam ser implantados de forma a assegurar uma coexistência pacífica entre o predador e o homem e conseqüentemente a sua conservação. O Pantanal representa o maior bloco integrado de hábitats para a onça-pintada fora da região amazônica. Desta forma, a sua conservação é estrategicamente importante tanto em uma escala ecossistêmica quanto regional, permitindo a manutenção do fluxo gênico entre populações dos biomas vizinhos. No entanto, a persistência da onça-pintada no Pantanal depende principalmente de uma parceria entre o segmento da sociedade que convive diretamente com esta espécie representado pela classe produtora pecuarista, e de ações práticas de manejo embasadas cientificamente que de fato venham a minimizar ou solucionar o problema da predação. O Programa de Monitoramento de Longa Duração da População de Onça-pintada no Pantanal do Rio Negro-Aquidauana-Miranda foi desenvolvido em dois segmentos. O primeiro atuando através do monitoramento da população de onças-pintadas, estudando aspectos ecologia, genética, reprodução e epidemiologia da espécie; registrando ao longo do tempo, tendências na população e alterações na sua distribuição. O segundo segmento, Onça Social, teve o objetivo de levantar informações científicas a respeito da predação de onças-pintadas sobre o rebanho bovino e atuar diretamente com a comunidade compensando financeiramente aos proprietários pelas perdas do rebanho predado pelas onças e, propiciar assistência médica e odontológica gratuitas aos funcionários das fazendas parceiras. Para tanto, foram realizados diagnósticos para o problema, propostas e implementações de ações de manejo que venham auxiliar na conservação da espécie na região, trabalhando em parceria com a comunidade de produtores rurais e funcionários das propriedades, através de ações sociais. O Projeto Onça-Pintada teve início em setembro de 2002 em 13 propriedades rurais na região da RPPN Fazenda Rio Negro. O estudo investigou e caracterizou a dinâmica da predação do gado por onças, avaliou seu impacto econômico na área de estudo, aplicou medidas de manejo e contribuiu para a melhoria da qualidade de vida de funcionários das propriedades parceiras. Paralelamente foi desenvolvido um estudo da ecologia populacional de onças-pintadas na região. Como medida de compensação financeira, o IOP se comprometeu a compensar financeiramente cada cabeça de gado comprovadamente abatida por onças. O valor pago foi pré-estabelecido e acordado entre o IOP e os proprietários das fazendas parceiras. Em contrapartida, os proprietários assinam um contrato onde se comprometem a não abater as onças sob nenhuma circunstância durante a vigência do projeto. Ação Social O Projeto propiciou aos funcionários das propriedades parceiras assistência médica e odontológica preventiva e de diagnóstico gratuitas em campanhas pré-programadas nas propriedades. Cada campanha teve a participação de um profissional de educação ambiental que realizou com a comunidade um trabalho de informação e conscientização. As atividades sociais foram realizadas através de parceria com a UNIDERP. O monitoramento das onças-pintadas abrangeu as 13 propriedades rurais parceiras. Uma combinação de métodos diretos (armadilhas fotográficas, captura, radio-telemetria e observação direta) e indiretos (rastros e entrevistas com moradores) foi utilizada para mapear a distribuição e abundância de onças e suas principais presas na região do estudo. Um total de 100 armadilhas fotográficas foi distribuído ao longo de trilhas naturais. Os registros fotográficos das onças-pintadas foram utilizados como um método de contagem dos indivíduos. Durante o estudo, 25 onças-pintadas foram capturadas e equipadas com radio-transmissores, para o seu monitoramento através da técnica da radio-telemetria e levantamento de informações sobre sua ecologia. As 13 propriedades rurais integrantes do Projeto Onça-Pintada – Pantanal abrangem uma área superior a 210.000 hectares, que somados aos 75.000 hectares do Parque Estadual do Rio Negro, representam a maior área de proteção para a onça-pintada no bioma Pantanal, com aproximadamente 300.000 hectares. Os resultados deste projeto servirão de modelo para a conservação da onça-pintada em áreas privadas do Pantanal e em outras áreas de sua ocorrência, permitindo a sua coexistência com produções pecuárias e o homem.

Ações 3

Principais Metodologias

Principais Metodologias

Cães farejadores de fezes

Projetos

O uso de cães treinados na detecção de fezes de animais silvestres é um método não invasivo, bastante eficaz no estudo de animais de hábitos crípticos. Encontrar fezes de onça-pintada na natureza ao acaso é muito raro. Dessa forma, com o uso de cães farejadores, aumenta-se a probabilidade de sucesso na localização de fezes no campo. Através delas, é possível contar e estimar o tamanho de uma população, saber a razão sexual dos indivíduos numa determinada área, conhecer do que estão se alimentando, determinar níveis de estresses, reprodução e condições de saúde. Os cães treinados, saem a campo, com um condutor para procurar apenas fezes de onça-pintada. Em média, percorrem 10 km por dia, ou seja, é possível cobrir grandes áreas de procura em curto período de tempo.

Captura de onças-pintadas

As onças-pintadas de vida livre podem ser capturadas através de três metodologias: cães rastreadores, armadilhas do tipo gaiola, ou laços (snares). As armadilhas do tipo gaiola possuem um sistema de desarme tipo “guilhotina”, que é acionado por um gatilho, no momento em que o animal entra na gaiola. Os laços, são armados em trilhas naturais da espécie ou ao lado de carcaças de presas abatidas pela onça-pintada. Cães rastreadores, por sua vez, são utilizados para farejar e trilhar a onça-pintada a partir de seus rastros frescos, encontrados no campo. Uma vez encontrada, a onça acuada geralmente sobe em uma árvore. Em todos os casos os animais os animais são imobilizados, utilizando-se um rifle a gás, ou zarabatana, que lança um dardo contendo anestésico.

Monitoramento com Coleiras GPS

Projetos

A radio-telemetria é uma ferramenta muito utilizada para conhecer os aspectos ecológicos de uma espécie, como a sua área de vida, o seu padrão de deslocamento, a utilização de hábitats e o padrão de atividade. Todo animal capturado para estudos pelo Instituto Onça-Pintada, é equipado com uma coleira GPS e monitorado continuamente. As coleiras GPS fornecem a posição geográfica do animal monitorado, em tempo real.

Armadilha fotográfica

Projetos

As armadilhas fotográficas são ferramentas eficientes para detectar a presença de espécies, assim como para se conhecer a riqueza e abundância da fauna em uma determinada área. Através desta metodologia, é possível obter informações importantes sobre animais de difícil observação. Ainda no caso de onça-pintadas, que possuem padrão de pelagem (pintas) individualizados, ou seja, nenhuma onça é igual quanto ao seu padrão de manchas, é possível contar o número de animais de uma determinada área. Ativada por um sensor infravermelho de movimento e calor, o equipamento pode ser configurado para tirar fotos ou gravar vídeos, automaticamente toda vez que algum animal passa em frente a armadilha.

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No norte de Mato Grosso e em Rondônia, ainda existem onceiros por profissão, gente especializada em matar onça, que vive disso. Em Roraima, ninguém tolera os felinos, matar onças é algo trivial.

– Dr. Leandro Silveira, Presidente do Instituto Onça-pintada.

Um dos grandes desafios é não tratar os fazendeiros como bandidos. O fazendeiro é um empresário. Ele não quer ter prejuízo. Vários proprietários são ecologicamente corretos, têm reserva legal, tudo como manda a lei.

– Dr. Leandro Silveira, Presidente do Instituto Onça-pintada.

É preciso deixar de generalizar ações num país com as dimensões do Brasil, com biomas e problemas distintos. Estabelecemos um sistema de compensação: o fazendeiro localizava a carcaça e nós pagávamos o prejuízo, através de um contrato para eles não abaterem as onças.

– Dr. Leandro Silveira, Presidente do Instituto Onça-pintada.

Ao invés de fazer um parque nacional, patrocinaríamos a convivência pacífica nas propriedades, onde os caçadores não entrariam, não saqueariam. Seria mais eficiente assim.

– Dr. Leandro Silveira, Presidente do Instituto Onça-pintada.

Ações de Conservação

Onça

Valorizando quem contribui com a conservação do símbolo da biodiversidade brasileira

Existe atualmente, um amplo apelo em âmbito mundial para o desenvolvimento de práticas agropecuárias sustentáveis, quanto ao uso de recursos naturais e à proteção do meio ambiente.

Certificado Onça-Pintada

Valorizando quem contribui com a conservação do maior Felino das Américas

Existe atualmente um amplo apelo em âmbito mundial para o desenvolvimento de práticas agropecuárias sustentáveis quanto ao uso de recursos naturais e à proteção do meio ambiente. O Instituto Onça-Pintada acredita que as propriedades rurais produtivas podem e devem suprir essa demanda, contribuindo para a conservação da biodiversidade, do solo, da água, da manutenção de todos os serviços ambientais. A implantação de um modelo de propriedade produtiva como o proposto para a “Fazenda Certificada Onça-Pintada”, tem por meta ajustar as ações e condutas que possibilitem assegurar uma melhor convivência entre proprietários rurais e a onça-pintada. Salvar essa espécie da extinção é um dever de toda a sociedade, cabendo aos proprietários de terras, a liderança na tomada de decisões que determinarão o êxito ou o fracasso dessa empreitada que envolve e será igualmente apreciada pelas futuras gerações.

A iniciativa do Instituto Onça-Pintada – IOP em certificar empreendimentos rurais que promovam a conservação da onça-pintada é pioneira no país e no mundo. O Certificado Onça-Pintada é direcionado a produtores rurais, empreendimentos ou prestadores de serviço que estejam estabelecidos em áreas de ocorrência da onça-pintada, cujas práticas sustentáveis contribuam para a sua conservação. A certificação é um processo voluntário, passível de ser adotado por aqueles que se preocupam em contribuir para uma mais efetiva e bem-sucedida conservação da espécie, e do meio ambiente em geral.

A onça-pintada já foi extinta em mais de 50% de sua distribuição geográfica original, que atualmente se restringe a países da América Central e do Sul, até o norte da Argentina, sendo considerada extinta em El Salvador e Uruguai. Aproximadamente metade da distribuição atual da onça-pintada (48%) encontra-se em território brasileiro, o que faz do Brasil um país extremamente importante para garantir a conservação da espécie em longo prazo.

No Brasil, cerca de 75% de sua distribuição está em terras privadas, que representam 60% do território brasileiro. Ao passo que as Unidades de Conservação de Uso Restrito representam em área, um percentual inferior a 10%, não sendo grandes o suficiente para garantir a viabilidade genética de suas populações em longo prazo, caso permaneçam isoladas. E para que possam promover a necessária troca de material genético, fundamental à sobrevivência da espécie, essas populações necessitam transitar entre paisagens ocupadas por fazendas ou empreendimentos rurais. É por essa razão que “aqueles que desenvolvem atividades rurais são parceiros estratégicos para o futuro da onça-pintada no Brasil”. Sem seu apoio, a espécie está fadada à extinção.

Diante deste contexto, o Instituto Onça-Pintada considera ser primordial a inclusão dos empreendimentos rurais privados na estratégia de conservação da espécie, por meio da implementação de uma rede de propriedades certificadas, que através da adoção de práticas sustentáveis e da coexistência pacífica, contribuam de forma determinante para a conservação da espécie, preservando de forma equilibrada o seu hábitat e presas naturais.

Dessa forma, possibilitaremos à sociedade civil que reconheça e retribua esse esforço, privilegiando o consumo de produtos provenientes de propriedades rurais que abracem a causa da conservação. O propósito do Certificado Onça-Pintada é promover o reconhecimento isento, científico e legítimo, criando um elo direto entre o produtor que adota práticas conservacionistas e o consumidor final.

Para ser um empreendimento “Onça-Pintada”, os empreendimentos rurais devem se comprometer a assegurar uma adequada qualidade de hábitats e de presas naturais para a onça-pintada, tolerando eventuais perdas. Jamais abatê-las ou afugentá-las de sua propriedade. Essas ações contribuirão para uma efetiva conservação da espécie. Ao assumir esse compromisso, as propriedades rurais que receberem o Certificado Onça-Pintada garantirão a movimentação segura desse predador entre as áreas protegidas, possibilitando a reprodução e a criação de seus filhotes. Essa parceria criará um novo momento para a conservação da espécie no Brasil, em esforço inédito e inovador, trazendo o reconhecimento devido aos produtores rurais certificados.

O que é preciso para obter o Certificado Onça-Pintada?

  • Operar uma propriedade rural, explorar um produto ou desenvolver uma atividade em ambiente rural dentro da área de ocorrência da espécie;

  • Estar em conformidade com a legislação ambiental;

  • Comprometer-se a observar e seguir o “Protocolo de Conduta” elaborado pelo Instituto Onça-Pintada, viabilizando a presença e a conservação da espécie nos limites da propriedade a ser certificada.

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Aliança para a Conservação da Onça-Pintada

Considerando que o meio ambiente é responsabilidade de TODOS, devemos nos unir para apoiar ou executar ações que contribuam para o atendimento desse fim. Muitas ações possíveis estão sob guarda ou influência da iniciativa privada ou do cidadão comum, não cabendo necessariamente ao Estado executá-la.

O uso dos recursos naturais do planeta se dá de variadas formas, fazendo com que a contribuição de todos, agindo de forma conjunta, respeitadas as suas distintas formações, experiências e trajetórias de vida, possam identificar as melhores soluções e resultados.

Nesse sentido, a aliança para a conservação da onça-pintada visa unir esforços com todas as pessoas que compartilham do ideal comum de qualidade ambiental, almejando um uso sustentável e responsável dos recursos naturais, exercendo a sua responsabilidade cívica e desejo de mudanças positivas para as futuras gerações.

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Reservamos aqui ao lado uma área com as perguntas mais respondidas, talvez sua dúvida seja uma delas? Dê uma olhada e caso não encontre a resposta desejada basta clicar no botão logo aqui abaixo!

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  • Qual o motivo da existência do InstitutoOnça-Pintada?

    Conservar a onça-pintada vivendo em harmonia em seu ambiente, é uma tarefa árdua que implica no conhecimento sobre a espécie, sobre as ameaças que ela sofre, sobre como podemos contribuir para solucionar os problemas que afetam diretamente à sua conservação, e principalmente sobre a importância que ela exerce na qualidade de vida de todos nós. Esta tarefa não deveria ser vista ou entendida como um dever e uma obrigação de ambientalistas, mas sim de todos os segmentos da sociedade. Somos humildes porta-vozes desta causa e convidamos você a fazer parte deste grande desafio. Junte-se a nós!

  • Porque é fundamental a conservação da espécie Onça-Pintada?

    No Brasil, o IBAMA classificou-a como ameaçada de extinção em 2003. No mundo, como quase ameaçada, pela IUCN em 2008. A Amazônia é atualmente seu maior refúgio.
    Aproximadamente, metade da distribuição atual da onça-pintada encontra-se em território brasileiro, o que faz do Brasil um país extremamente importante para garantir a conservação da espécie em longo prazo.

  • Quais as estratégias usadas para minimizar conflitos entre esses predadores e os pecuaristas?

    O abate de onças-pintadas, em retaliação a prejuízos que elas causam a pecuaristas, continua sendo uma importante ameaça à conservação da espécie. Isso demonstra que, para conservar a onça-pintada não basta manter hábitats e presas naturais, mas também minimizar conflitos entre esses predadores e os pecuaristas. Entre 2002 e 2004 o Instituto Onça-Pintada testou um modelo de manejo para o conflito onça-pecuarista, utilizando a compensação financeira para os proprietários e assistência médica para os funcionários de 13 propriedades parceiras.

  • Para que serve o (FCOP) Fundo para a Conservação da Onça-Pintada?

    O Fundo para a Conservação da Onça-Pintada, visa fomentar a implementação de ações proativas que resultem em salvar populações da espécie e seus hábitats naturais, no longo prazo.

  • Para que serve o Certificado Onça-Pintada e por quem pode ser adotado?

    O Certificado Onça-Pintada é direcionado a produtores rurais, empreendimentos ou prestadores de serviço que estejam estabelecidos em áreas de ocorrência da onça-pintada, cujas práticas sustentáveis contribuam para a sua conservação. A certificação é um processo voluntário, passível de ser adotado por aqueles que se preocupam em contribuir para uma mais efetiva e bem-sucedida conservação da espécie, e do meio ambiente em gera

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Manutenção do Instituto Onça-Pintada e de seu Criadouro Científico com finalidade de Conservação

A Manutenção do Instituto Onça-Pintada e de seu Criadouro Científico com finalidade de Conservação, conta com o apoio de pessoas como você!

Desde 2009 o IOP, através de seu Criadouro Científico com finalidade de Conservação, acolhe e mantêm animais órfãos, vítimas de conflitos com humanos ou tráfico, e que necessitam de cuidados urgentes para sobreviver.Nós, como cuidadores, primamos por oferecer a eles as melhores condições de conforto e toda nossa atenção. Em sua maioria, chegam filhotes e necessitando de cuidados intensivos para sobreviver e se manter saudáveis. Para isso, nos empenhamos na construção e manutenção de recintos confortáveis e espaçosos, garantindo o melhor bem-estar possível a cada um deles. Desde o princípio, vimos investindo no desenvolvimento dos melhores protocolos de manejo e reprodução, fortalecendo as ações de conservação “ex situ”, (esforços de conservação realizados fora do ambiente natural aonde ocorrem as espécies).

A manutenção do Criadouro é realizada pelos biólogos Anah Jácomo, Leandro Silveira, e conta com a ajuda de voluntários e doação de pessoas que se identifiquem com a nossa causa e missão. Hoje o nosso criadouro abriga espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o lobo guará, cervo do pantanal, harpia, macaco aranha, veado campeiro entre outras, e aquelas com pouca ou quase nenhuma informação, como a pacarana ou paca de rabo, cuja distribuição está restrita ao norte do Brasil. As onças-pintadas órfãs, cuidadas pelo IOP, são, em sua maioria, vítimas de conflitos com humanos, onde suas mães foram mortas em retaliação por causarem prejuízos à criação de animais domésticos. Os gastos do criadouro giram em torno de medicamentos, alimentação, manutenção/construção de recintos, transporte para a chegada de novos órfãos ao criadouro, manutenção de um biólogo entre outros. Todo recurso é aplicado integralmente na consecução de nossa missão. A sua contribuição é muito importante e nos ajudará a manter com dignidade, os animais que aqui vivem. Obrigada!!

Desde 2009 o IOP, através de seu Criadouro Científico com finalidade de Conservação, acolhe e mantêm animais órfãos, vítimas de conflitos com humanos ou tráfico, e que necessitam de cuidados urgentes para sobreviver.Nós, como cuidadores, primamos por oferecer a eles as melhores condições de conforto e toda nossa atenção. Em sua maioria, chegam filhotes e necessitando de cuidados intensivos para sobreviver e se manter saudáveis. Para isso, nos empenhamos na construção e manutenção de recintos confortáveis e espaçosos, garantindo o melhor bem-estar possível a cada um deles. Desde o princípio, vimos investindo no desenvolvimento dos melhores protocolos de manejo e reprodução, fortalecendo as ações de conservação “ex situ”, (esforços de conservação realizados fora do ambiente natural aonde ocorrem as espécies).

A manutenção do Criadouro é realizada pelos biólogos Anah Jácomo, Leandro Silveira, e conta com a ajuda de voluntários e doação de pessoas que se identifiquem com a nossa causa e missão. Hoje o nosso criadouro abriga espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o lobo guará, cervo do pantanal, harpia, macaco aranha, veado campeiro entre outras, e aquelas com pouca ou quase nenhuma informação, como a pacarana ou paca de rabo, cuja distribuição está restrita ao norte do Brasil. As onças-pintadas órfãs, cuidadas pelo IOP, são, em sua maioria, vítimas de conflitos com humanos, onde suas mães foram mortas em retaliação por causarem prejuízos à criação de animais domésticos. Os gastos do criadouro giram em torno de medicamentos, alimentação, manutenção/construção de recintos, transporte para a chegada de novos órfãos ao criadouro, manutenção de um biólogo entre outros. Todo recurso é aplicado integralmente na consecução de nossa missão. A sua contribuição é muito importante e nos ajudará a manter com dignidade, os animais que aqui vivem. Obrigada!!

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Contribua diretamente com a conservação da onça-pintada na natureza

Precisamos De Sua Ajuda Para Conservar a Onça-pintada na Natureza!!

Estudar um grande felino, como a onça-pintada, na natureza não é uma tarefa fácil, e precisamos do apoio de pessoas como você para realizar essa missão!! Requer o uso de estratégias modernas que demandam equipamentos de alto custo, e em sua maioria importados. As metodologias utilizadas pelo Instituto Onça-Pintada englobam basicamente dois tipos de equipamentos: COLEIRAS COM RASTREAMENTO POR GPS e ARMADILHAS FOTOGRÁFICAS. Essas coleiras, individualmente adaptadas em cada onça, funcionam com uma bateria que tem uma duração média de 8 –12 meses. Nesse período o animal é monitorado diariamente e em tempo real e os dados levantados nos permitem conhecer sobre o habitat (tipo de ambiente) que ele está utilizando, movimentação, tamanho de sua área de vida, interação com outro individuo da mesma espécie que também esteja sendo monitorado, entre outras informações. As armadilhas fotográficas são utilizadas para detectar a presença de espécies, assim como para se conhecer a riqueza e abundância da fauna em uma determinada área. Através desta metodologia, é possível obter informações importantes sobre animais de difícil observação. Ainda no caso de onça-pintadas, que possuem padrão de pelagem (pintas) individualizados, ou seja, nenhuma onça é igual quanto ao seu padrão de manchas, é possível contar o número de animais de uma determinada área. Ativada por um sensor infravermelho de movimento e calor, o equipamento pode ser configurado para tirar fotos ou gravar vídeos, automaticamente toda vez que algum animal passa em frente a armadilha. Todos os dados coletados são utilizados em estratégias de conservação para a espécie.

Você pode contribuir com a conservação da onça-pintada na natureza, nos ajudando a adquirir esses equipamentos, responsáveis pelo levantamento de informações científicas, cruciais para a conservação da espécie. Sua contribuição é muito importante e pode ser feita através das opções abaixo:

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Depósito direto na conta do Instituto Onça-Pintada:

Instituto Onça-Pintada
Banco do Brasil -- Agência: 3607-2
Conta Corrente: 18.933-2
CNPJ: 05.092.106/0001-86

*Necessário ter cadastro e aplicativo Mercado Pago para esta opção.
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